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Milton Bivar é reeleito presidente do Sport para o biênio 2021-2022

Davi Saboya
Davi Saboya
Publicado em 09/04/2021 às 23:32
Milton Bivar venceu em abril a terceira eleição presidencial do Sport. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Milton Bivar venceu em abril a terceira eleição presidencial do Sport. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
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Em uma das eleições mais acirradas da história, Milton Bivar foi reeleito presidente do Sport. Esta é a terceira vez que ele conquista o pleito rubro-negro. O resultado foi divulgado na noite desta sexta-feira (9) na Ilha do Retiro. Com 1.023 votos, Bivar teve como principal concorrente o seu ex-diretor de futebol, Nelo Campos, que obteve a adesão de 985 sócios. Ambos estavam representando as respectivas chapas "Sport de Primeira" e "Sport na Raça". Os outros dois opositores Delmiro Gouveia, do grupo "Juntos pelo Sport", e Eduardo Carvalho, do "Movimento uma Razão para Viver", obtiveram 232 e 119 votos, respectivamente.

Milton Bivar, porém, não estava na Ilha do Retiro no momento em que o resultado da apuração foi conhecido. Ele se sentiu mal e saiu bem mais cedo.

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Na ausência de Milton, quem deu a primeira entrevista após o resultado foi o vice-presidente reeleito, Carlos Frederico. Ele afirmou que o primeiro passo da administração que permanece será chamar os candidatos derrotados e seus projetos para "fazer um trabalho a seis mãos". Carlos Frederico, porém, se referiu apenas aos opositores Nelo Campos e Delmiro Gouveia e não citou Eduardo Carvalho.

"A torcida está ai demonstrando todo esse carinho pela nossa vitória, eu acho que é como eu sempre disse, um referendo, um voto na continuidade de um trabalho. Claro que a gente não pode deixar de observar que o clube está dividido nesse momento Eu acho que a nossa maior tarefa, minha maior tarefa, é reunificar o Sport, chamar o Nelo Campos, chamar o Delmiro, para a gente tentar fazer uma grande coalisão em favor do Sport para que a gente permaneça na Série A em 2021. Esse é o nosso maior trabalho, unir o Sport talvez seja a maior tarefa da nossa história", disse o vice-presidente do Leão.

Depois de muitas farpas trocadas nos bastidores da Ilha do Retiro durante todo o processo eleitoral - o pleito era para ser realizado em dezembro de 2020-, o Executivo do Sport conseguiu a liberação investindo em forte esquema de drive-thru, mas também com a possibilidade de voto para quem chegasse a pé ou em outros veículos.

O dia de votação na Ilha do Retiro foi marcado por polêmicas, tumultos, discussões e ânimos alterados, com destaque para o momento entre o fim da votação e o início da apuração. As urnas foram levadas para o salão social da sede, onde costumeiramente acontece a contagem dos votos, sem fiscais das chapas acompanhando o processo, o que gerou novos tumultos e confusões na sede. Além disso, por conta da presença de apoiadores das chapas, principalmente de integrantes da Torcida Jovem, e dos ânimos alterados, a apuração só começou quando a concentração de pessoas no local diminuiu - a decisão foi tomada em conjunto pelos candidatos, que alegaram questões de segurança.

Além disso, durante a tarde, houve discussão dos representantes da chapa "Movimento uma Razão para Viver" com os membros da Comissão Eleitoral. O motivo foi a presença de membros da principal torcida uniformizada participando da eleição. Os opositores alegaram falta de segurança na realização do pleito.

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Em entrevista à Rádio Jornal, Eduardo Carvalho afirmou que integrantes da Jovem estariam passeando em caravana pelo clube, desrespeitando normas de distanciamento social e atrapalhando o andamento do pleito. Para Eduardo, por este motivo, a votação deveria ser paralisada.

"Aconteceu o que todo mundo previa. Nós acabamos de presenciar mais uma cena grotesca, infame, constrangedora, da Jovem aqui presente, gritando 'Miltão, Miltão, Miltão!' e passeando em caravana, desrespeitando, inclusive, as normas de distanciamento social, sem máscara, na frente da Comissão Eleitoral. Essa eleição devia ter sido paralisada ou a candidatura de Milton Bivar tem que ser retirada ou essa eleição tem que ser anulada, impugnada porque isso é um constrangimento ilegal. Ninguém pode trabalhar em paz, sendo cercado por uma gangue como é a Torcida Jovem e todo mundo sabe disso. A imprensa sabe disso, as autoridades sabem disso. E ela está aqui patrocinada pelo atual presidente. Isso é um absurdo, isso tem que mudar", disse.

ATRASO

O processo eleitoral do Sport passou por uma grande celeuma para ser marcado e teve três adiamentos. De acordo com o estatuto, deveria ter acontecido no mês de dezembro. No entanto, na ocasião, a maioria do Conselho Deliberativo decidiu adiar a eleição com a justificativa de que o Leão deve concentrar forças na permanência na Série A do Campeonato Brasileiro, que durou até o fim do mês de fevereiro. Posteriormente, os outros dois adiamentos por causa da negativa da Secretaria de Saúde de Pernambuco, receosa com a realização da votação em meio ao novo aumento do número de casos da covid-19.

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