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Campeão olímpico, zagueiro pernambucano revela em reportagem detalhes sobre a camisa em homenagem a causa LGBTQIA+

Nino foi um dos principais personagens da campanha que o Fluminense lançou em junho, no Dia Internacional do Orgulho Gay.

Haim Ferreira
Haim Ferreira
Publicado em 10/09/2021 às 15:19
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FLUMINENSE
Nino jogou com a braçadeira de capitão nas cores da bandeira do orgulho gay. - FOTO: FLUMINENSE
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O zagueiro Nino foi medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio. Mas não é apenas dentro de campo que o pernambucano vem se destacando. O jogador faz questão de se posicionar em causas sociais. Em entrevista especial ao Globo Esporte, ele comentou sobre a ação que o Fluminense, clube em que joga, fez no mês de junho, no Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexual e +) . 

Na ocasião, todos os atletas do clube das laranjeiras entraram com a numeração personalizada com as cores da bandeira do orgulho gay. Nino se candidatou para usar o número 24 na vitória por 1x0 contra o Corinthians.

"O clube já faria a ação, e eles queriam que o capitão jogasse com a camisa 24. Eles vieram meio receosos falar comigo, o argumento deles era que eu era cristão e não sabiam se eu iria gostar. Eu aceitei de primeira. A causa é muito nobre, são pessoas que sofrem muito, e o Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTQIA+. O Fluminense fez uma causa muito bonita com isso, leiloou as camisas doando para as instituições que ajudam essas pessoas", disse Nino na reportagem.

Ao fim do jogo, todos os uniformes foram leiloados e o valor foi revertido para uma ONG que luta contra a homofobia. A camisa de Nino foi a que recebeu o valor mais alto: R$ 4,2 mil. Ao todo, R$ 47 mil foram arrecadados e doados.

"No momento eu só falei o "sim" para o pedido do clube, mas se eu pudesse responder, responderia que com certeza jogaria com a camisa 24. Eu vi muitas pessoas vindo falar comigo, questionando o fato de eu ser cristão, como se fosse uma contradição. Mas Jesus ensinou o amor, pregou o respeito entre as pessoas. E eu acho que temos que levantar sempre toda bandeira que grita pelo amor, pelo respeito. Não acho que o amor seja o melhor caminho, acho que é o único caminho. Então era a única resposta que eu tinha para dar", afirmou.

A atitude do jovem pernambucano de 24 anos repercutiu nas redes sociais de maneira positiva, principalmente porque o Vasco fez uma ação semelhante e o zagueiro Leandro Castan se manifestou de maneira contrária.

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