vacina

OMS diz que vacina de Oxford testada no Brasil é a 'mais avançada' para combater o coronavírus

As declarações foram feitas pela cientista-chefe do órgão, Soumya Swaminathan

Bruna Oliveira Estadão Conteúdo
Bruna Oliveira
Estadão Conteúdo
Publicado em 26/06/2020 às 14:21
JAILTON JR./JC IMAGEM
A vacina é mais uma das que estão sendo produzidas em parceria com o Brasil - FOTO: JAILTON JR./JC IMAGEM
Leitura:

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou, nesta sexta-feira (26), que a vacina produzida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, em parceria com o laboratório AstraZeneca, é a que lidera a corrida pela procura de um imunizante contra a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Após testes bem sucedidos no Reino Unido, a fórmula está sendo testada no Brasil e na África do Sul.

De acordo com a OMS, a vacina ChAdOx1 nCoV-19  é a "mais avançada" do mundo "em termos de desenvolvimento". As declarações foram feitas pela cientista-chefe do órgão, Soumya Swaminathan, que também informou que a pesquisa da americana Moderna também "não fica muito atrás" dos trabalhos realizados pela AstraZeneca.

>> Pesquisa sobre injeção de anticorpos contra coronavírus avança em Oxford

>> Vacina de Oxford contra coronavírus será testada no Brasil

>> Com brasileira na equipe, Oxford inicia terceira fase de vacina contra o coronavírus

A corrida por uma vacina contra a covid-19 conta com mais de 200 candidatas em todo o mundo. Dessas, 15 já entraram em fases clínicas. A OMS também disse que está em contato com fabricantes chineses para acompanhar o desenvolvimento de seus trabalhos para a busca de um imunizante.

>> Oxford estende os ensaios clínicos de sua vacina contra coronavírus para crianças e idosos

>> Oxford já prevê concluir pesquisa de vacina para coronavírus até agosto

Produção

A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford é produzida a partir de uma versão enfraquecida do vírus do resfriado comum, o adenovírus, que contém material genético da proteína Spike do SARS-CoV-2. Após a vacinação, a proteína é produzida, o que estimula uma resposta do sistema imunológico contra a infecção pela covid-19. Em abril, a vacina passou pela primeira fase de testes, o que incluiu um grupo de mais de mil pessoas entre 18 e 55 anos no Reino Unido. Desde então, foram iniciadas as fases dois e três dos testes, e agora conta com cerca de 50 mil voluntários, incluindo neste total os dois mil voluntários do projeto liderado pela Unifesp, em São Paulo.

 

 

Comentários

Últimas notícias