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Ministério da Saúde diz que corrigiu dados divergentes e confirma 525 óbitos no domingo (7)

Correção só ocorreu após 15 horas de confusão com os números

JC
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Publicado em 08/06/2020 às 16:26
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BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
De acordo com a SES-PE, os óbitos confirmados nas últimas 24 horas ocorreram entre os dias 29 de abril de 2021 e essa terça-feira (6) - FOTO: BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
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O Ministério da Saúde informou, nesta segunda-feira (8), que corrigiu as duplicações e atualizou os dados divulgados nesse domingo (7) sobre os casos de covid-19 e mortes em decorrência da doença no Brasil. A correção só ocorreu após 15 horas de confusão nos números desse domingo (7), que contou com dois boletins diferentes.

De acordo com o órgão, o último boletim que deve ser considerado confirmou 18.912 novos casos de coronavírus e 525 pessoas que não resistiram à doença. Agora, o Brasil conta com 691.758 casos da pandemia, que atualmente tem a América Latina como epicentro, com 36.455 óbitos.

Dados divergentes

O Ministério da Saúde tinha divulgado ontem sua mais recente atualização sobre o novo coronavírus. O balanço, que foi enviado a imprensa às 20h37, confirmou mais 12.581 novos casos e 1.382 óbitos nas últimas 24h. O problema é que, minutos mais tarde, às 21h50, quando o site oficial foi atualizado, estes números mudaram. O número de óbitos passou a ser 525 e o de casos confirmados 18.912. 

Este é o terceiro dia desde que o Governo Federal passou a adotar um novo sistema de comunicação dos dados relacionados à covid-19, em que oculta o número total de casos confirmados, recuperados e de óbitos, disponibilizando apenas os números das últimas 24 horas. O horário de divulgação também mudou, das 17h para as 22h. A mudança repercutiu negativamente, dentro e fora do Brasil.

Nesta segunda-feira (8), o diretor executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou que a entidade acredita que o Brasil continuará a informar seus números diários sobre a pandemia de coronavírus. Ele também pediu para que "qualquer confusão que exista possa ser resolvida" em relação aos números e que os governos federal e estaduais possam continuar a se comunicar "de modo transparente com seus cidadãos a fim de acabar com essa pandemia o mais rápido possível".

 

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