MINISTRO DA SAÚDE

'Para que essa ansiedade, essa angústia?', diz Pazuello sobre cobrança de vacina contra a covid-19

A declaração foi feita no evento do lançamento oficial do plano nacional de imunização, que ainda não tem data para começar

Marcelo Aprígio
Marcelo Aprígio
Publicado em 16/12/2020 às 13:24
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ISAC NOBREGA
MINISTRO Sob pressão do Congresso, Pazuello disse ontem que não entregou o cargo, mas que o fará se presidente solicitar a sua saída da pasta - FOTO: ISAC NOBREGA
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O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, questionou, nesta quarta-feira (16), o que chama de "angústia" e "ansiedade" para que o governo federal apresentasse o mais breve possível resoluções quanto ao processo de vacinação contra o novo coronavírus. A declaração foi feita no evento do lançamento oficial do plano nacional de imunização, que ainda não tem data para começar.

» Conheça o plano de vacinação contra a covid-19 lançado pelo governo federal nesta quarta (16)

Pazuello cobrou mais confiança no sistema. "Senhores, vamos nos orgulhar da nossa capacidade. Ela não foi feita por mim, ela já está lá. Foram nossos antecessores que criaram o SUS e fizeram o plano nacional de imunização, então vamos levantar a cabeça. Acreditem: o povo brasileiro tem capacidade de ter sistema único de saúde do mundo. Para que essa ansiedade, essa angústia? Nós somos a referência na América Latina e estamos trabalhando", garantiu.

O titular da pasta da Saúde pediu ainda que as pessoas não duvidem da credibilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Cuidado com as pessoas que falam da nossa Anvisa. A Anvisa é a nossa referência e é uma referência mundial. E ela é independente, ela é uma agência de Estado", disse. “Não podemos colocar em dúvidas a credibilidade da Anvisa”, pontuou.

Leia a íntegra do plano

Prioridade para produção nacional

O ministro afirmou também que todos os brasileiros receberão a vacina de forma gratuita, nos postos de vacinação. E disse que os imunizantes serão “vacinas registradas, vacinas garantidas em sua segurança e eficácia. Nós não podemos brincar com a saúde da população brasileira.” "Todas as vacinas produzidas no Brasil, ou pelo Butantan, pela Fiocruz ou qualquer indústria, terá prioridade do SUS e isso está pacificado", pontuou.

Segundo ele, o governo federal irá entregar as doses das vacinas aos estados, que serão responsáveis pela logística e distribuição em seus territórios. Assim, os estados terão de fazer o material para imunização chegar ais municípios, que aplicarão as vacinas. O Ministério da Defesa auxiliará no trabalho.

"A logística é simples. Apesar do nosso país ser desse tamanho, temos toda a estrutura já planejada e pronta. O 'Q' da questão está no cronograma. Esse cronograma depende de registro. Eu tenho de falar em hipóteses. Temos mais de 200 milhões de doses negociadas, Temos previsão de assinatura de medida provisória ainda nesta semana de 20 bilhões de reais", explicou o ministro.

Pazuello se solidarizou com as famílias das mais de 182 mil pessoas vítimas da covid-19 e disse que "os números são duros".

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