COVID-19

Com falta de oxigênio na cidade, Manaus transfere pacientes para outras capitais

Pacientes da capital do Amazonas serão deslocados para outros estados brasileiros

JC
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Publicado em 14/01/2021 às 16:11
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Divulgação/Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
LOGÍSTICA Aviões da FAB farão o transporte de tanques de oxigênio - FOTO: Divulgação/Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
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O aumento do número de casos de covid-19 e das internações causadas pela doença zerou o estoque de oxigênio de alguns hospitais de Manaus nesta quinta-feira (14). A falta do insumo no mercado e o aumento do consumo do gás na capital do Amazonas obrigou o governo estadual a transferir doentes para outras capitais brasileiras.

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De acordo com Marcellus Campêllo, secretário Estadual da Saúde do Amazonas, as empresas que fornecem oxigênio para o município entraram em colapso e não estão conseguindo atender a demanda pelo insumo. "No 1º pico, o consumo máximo foi de 30 mil metros cúbicos de oxigênio e, nesse momento, nós estamos com consumo acima de 70 mil cúbicos de oxigênio. O número mais que dobrou em relação ao pico do ano passado. Ontem à noite fomos informados do colapso do plano logístico em relação a algumas entregas que estariam abastecendo a cidade de Manaus, o que causará uma interrupção da programação por algumas horas", declarou em entrevista ao jornal Estado de São Paulo.

Profissionais do Hospital Universitário Getúlio Vargas, ligado à Universidade Federal do Amazonas (UFAM), do Hospital da Fundação de Medicina Tropical, do Hospital 28 de Agosto e dos serviços de pronto-atendimento da cidade relataram a falta de oxigênio. De acordo com o governo estadual, o consumo de oxigênio passou de 176.000 para 850.000 metros cúbicos nos dois últimos meses.

Na semana passada, a principal produtora, a White Martins, informou às autoridades que estava operando no limite de sua capacidade. Na ocasião, segundo o governo do estado, o consumo tinha quintuplicado, principalmente, devido ao aumento do número de leitos em hospitais.

Na última terça-feira (13), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse, em Manaus, que a capital amazonense enfrenta “a crise do oxigênio”. Segundo ele, em tempos normais, três empresas fornecedoras produziam, juntas, cerca de 28 mil metros cúbicos de oxigênio gasoso/dia. Já o consumo variava entre 15 mil e 17 mil metros cúbicos. Com a segunda onda da covid-19 no estado, a situação se inverteu.

Em entrevista coletiva, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), afirmou que a Secretaria de Saúde está realizando triagens de pacientes. O objetivo é realizar a transferência para outras capitais do País. Um grupo de apoio aos pacientes e familiares que precisarão ser deslocados será montado pelo Estado. Os primeiros pacientes serão transferidos para o Estado de Goiás, os seguintes irão para o Piauí, Maranhão, Brasília, Paraíba e Rio Grande do Norte. As viagens serão realizadas em aviões adaptados por meio de uma empresa aérea que firmou parceria com o Ministério da Saúde.

Nesta quinta-feira (14), buscando conter o avanço da doença, foi decretado toque de recolher na capital do Estado. Estão suspensos o transporte coletivo de passageiros entre rodovias e rios, exceto transporte de carga. Também foi decretado e fechamento de todas atividades e circulação de pessoas entre às 19h e 6h, exceto atividades e transportes de produtos essências à vida. 

Confira a íntegra do pronunciamento do Governo do Amazonas:

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