PANDEMIA

Pesquisa Exame/Idea: 66% acham que empresas brasileiras deveriam focar na doação de equipamentos e recursos no combate à covid-19

40% dos entrevistados concordam que os hospitais deveriam ser os principais beneficiados com os donativos

Rute Arruda
Rute Arruda
Publicado em 09/04/2021 às 16:08
MIGUEL SCHINCARIOL/AFP
CAINDO Esta é a terceira semana seguida com queda de indicadores de incidência e mortalidade por covid-19 - FOTO: MIGUEL SCHINCARIOL/AFP
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Uma pesquisa feita pela Exame/Ideia, com 1.259 pessoas, divulgada nesta sexta-feira (9), mostrou que 66% dos entrevistados acham que as empresas privadas brasileiras deveriam focar na doação de equipamentos e recursos no combate à pandemia da covid-19. Outros 40% concordam que os hospitais deveriam ser os principais beneficiados com os donativos. 

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Uma outra forma de as empresas darem assistência assistência, para 23% dos entrevistados, seria na compra de vacinas e imunizando seus funcionários e familiares. Além disso, outros 21% disseram que a melhor forma seria doando alimentos e itens de primeira necessidade para os mais pobres, e 15% comprando vacinas e doando para o Sistema Único de Saúde (SUS) para imunizar a população em geral.

"As cenas de UTIs lotadas têm sensibilizado a opinião pública", afirmou o fundador do IDEIA, Maurício Moura.  

A compra de vacinas pela iniciativa privada para uso de seus funcionários ainda não está autorizada no Brasil. No entanto, na última quarta-feira (7), a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que permite que as empresas privadas comprem vacinas contra a covid-19 para a imunização gratuita de seus empregados, desde que a mesma quantidade comprada seja doada para o SUS.

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Segundo o texto aprovado, trabalhadores que prestem serviços, inclusive estagiários, autônomos e empregados de empresas de trabalho temporário ou de terceirizadas também poderão ser vacinados.

Em relação às pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos, como associações ou sindicatos, a permissão vale para seus associados ou cooperados.

O texto prevê, ainda, que, além de poder comprar vacinas contra a covid-19 que tenham registro definitivo concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as empresas e associações também poderão adquirir os imunizantes que tenham autorização temporária para uso emergencial ou autorização excepcional e temporária para importação e distribuição.

Além disso, as empresas poderão comprar vacinas sem registro ou autorização da Anvisa, desde que tenham esse aval de qualquer autoridade sanitária estrangeira reconhecida e certificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Este tipo de compra não está autorizado para o SUS, que só pode usar vacinas aprovadas pela Anvisa.

O texto aprovado pela Câmara segue para análise do Senado Federal. 

Confiança no SUS

A pesquisa também apontou que 61% dos entrevistados afirmam que o SUS tem mais competência e capacidade para lidar melhor com os problemas na pandemia. Enquanto 39% acreditam que a rede privada é a melhor opção.

Além disso, 35% das pessoas ouvidas disseram que a confiança no SUS aumentou durante a crise sanitária. Dentro disso, 51% dos que ganham até um salário-mínimo passaram a confiar mais no SUS durante o período em que vivemos.

 

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