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Caso Henry: mãe do menino, Monique Medeiros é isolada em hospital penitenciário após contrair covid-19

Monique foi presa no dia 8 deste mês, suspeita de envolvimento na morte do filho

Estadão Conteúdo Ana Maria Miranda
Estadão Conteúdo
Ana Maria Miranda
Publicado em 20/04/2021 às 9:00
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TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL
Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel - FOTO: TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL
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Presa por suspeita de envolvimento na morte do filho, o menino Henry Borel, de quatro anos, a professora Monique Medeiros foi diagnosticada com covid-19 e está isolada no Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho, no Rio de Janeiro. A informação é da TV Globo.

Monique teria apresentado sintomas do novo coronavírus e pedido para ser atendida em uma unidade de saúde. Lá, realizou o teste, que confirmou a doença. Ainda não há informações sobre o quadro de saúde dela.

Monique foi presa no dia 8 deste mês, junto com o namorado, o vereador do Rio Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho. Segundo a polícia, o menino teria morrido depois de sofrer agressões por parte do político - padrasto dele -, com o conhecimento da mãe. Henry morreu no mês de março, no Hospital Barra D'Or, na Barra da Tijuca.

Dr. Jairinho afastado de comissão

O vereador Dr. Jairinho (sem partido, ex-Solidariedade) foi afastado pela Câmara Municipal do Rio da presidência da Comissão de Justiça e Redação, a mais importante da casa. O afastamento foi publicado no Diário Oficial dessa segunda (19), assinado do presidente do Legislativo carioca, Carlo Caiado (DEM). O plenário deverá escolher um novo membro interino para a comissão. Jairinho já havia sido expulso do Conselho de Ética. Ele pode ser o primeiro vereador da história a ser cassado pela Câmara do Rio.

Investigações

De acordo com as investigações do caso, Henry teria sido morto após sessão de tortura praticada por Jairinho. O vereador está em prisão temporária - válida por 30 dias - desde o último dia 8. Com o inquérito já avançado, a tendência é que ele seja denunciado pela morte e tenha a prisão convertida em preventiva, que não tem prazo tão limitado quanto a temporária. Laudos, conversas e imagens embasam a investigação policial.

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