PANDEMIA

Brasil chega à triste marca de meio milhão de mortos por covid-19

Ocorreram, em média, mais de mil mortos por dia. O número de mortos subiu muito em 2021, sendo que o pior momento foi em abril, quando chegaram a ocorrer mais de 3 mil mortes em alguns dias

Angela Fernanda Belfort
Angela Fernanda Belfort
Publicado em 19/06/2021 às 16:16
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MAURO PIMENTEL / AFP
O governo de Pernambuco divulgou nesta quinta-feira (24/6), feriado de São João, que a taxa de ocupação das UTIs no Estado está em 79% - FOTO: MAURO PIMENTEL / AFP
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O Brasil chegou à marca de 500 mil mortes por covid-19, segundo números levantados pelo consórcio dos órgãos de imprensa baseado nos números registrados pelas secretarias estaduais de saúde até as 14 horas deste sábado (19). O Coronavírus já é uma tragédia sem precedentes na história do País. Foram 459 dias desde que o vírus começou a provocar as mortes, o que começou a ocorrer em março do ano passado. Somente em Pernambuco, foram 17.216 óbitos provocados pelo coronavírus. No País, mais de 17,8 milhões de pessoas foram infectadas pelo coronavírus. Os números citados acima levam em conta somente os dados divulgados pelos Estados da Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins. Os demais não informaram os dados atualizados até o início da tarde deste sábado. 

 >> Pernambuco confirma mais 2.512 casos e 77 mortes pela covid-19 neste sábado (19)

A triste marca de meio milhão de mortos ocorre justamente no dia em que pessoas em várias capitais foram às ruas protestar contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Os manifestantes pediram "vacina no braço e comida no prato", se referindo a falta de vacinas - que não foram encomendadas com antecedência pelo governo federal -. A vacinação ocorre em ritmo muito lento, por falta de imunizantes, e para diminuir a circulação do vírus é necessário ter pelo menos 70% da população vacinada.  

Bolsonaro minimizou o impacto da pandemia, chegou a dizer que era uma "gripezinha", não estimulou o uso de máscaras e fez aglomerações, várias vezes, durante a grave crise sanitária. Quatro ministros passaram pelo ministério da Saúde durante a pandemia. Ainda em meio à crise, foi divulgado que o ministério da Saúde chegou a defender a imunidade de rebanho, que deixaria as pessoas se contaminarem até ser formada uma imunidade coletiva, de acordo com informações da CPI do Senado. Segundo os especialistas, isso provocaria um grande número de mortes que não são aceitáveis. Bolsonaro também disse várias frases desdenhando da eficácia das vacinas.  

O presidente e sua família também disseram grosserias envolvendo a China, de onde está saindo o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) usado para fazer a coronavac, a vacina realizada em parceria entre uma empresa chinesa e o Instituto Butantã, que pertence ao governo de São Paulo. Também polemizou com o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que anunciou que iria vacinar a população de São Paulo com a coronavac antes do governo federal aplicar a primeira dose do imunizante.

Atualmente, há uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado Federal investigando a condução que o governo federal fez durante a pandemia. A CPI revelou que um grande fabricante de vacinas mandou 80 e-mails oferecendo vacinas e o governo federal não respondeu. Segundo os especialistas da área médica, faltou uma coordenação nacional na condução da pandemia e isso contribuiu para esse grande número de mortos.

 PERNAMBUCO

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, neste sábado (19), 2.512 casos da Covid-19. Entre os confirmados hoje, 202 (8%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 2.310 (92%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 535.707 casos confirmados da doença, sendo 48.455 graves e 487.252 leves. Também foram confirmados 77 óbitos, ocorridos entre 01 de janeiro de 2021 e 18 de junho deste ano. Com isso, o Estado totaliza 17.216 mortes pela covid-19.

 

 

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