Covid-19

Covid-19: O que é a variante Delta? Veja o que se sabe e como está a variante Delta no Brasil

A delta do coronavírus já foi detectada em pelo menos 124 países

Giovanna Torreão
Giovanna Torreão
Publicado em 24/07/2021 às 11:48
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MARIO TAMA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
No Brasil, a variante delta foi detectada no final do mês de maio - FOTO: MARIO TAMA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
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Considerada um dos principais aceleradores da pandemia no mundo no momento, até mesmo nos países onde a vacinação está avançada, a variante delta do coronavírus é mais contagiosa e potencialmente mais letal que as demais. A delta do coronavírus já foi detectada em pelo menos 124 países, conforme boletim epidemiológico da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado nesta terça-feira (20).

No Brasil, a variante delta foi detectada no final do mês de maio. Até o dia 20 deste mês, o Ministério da Saúde já havia identificado e notificado 110 casos de delta no país. A variante já provocou cinco mortes.

Nessa sexta-feira (23), Pernambuco confirmou o terceiro caso da variante Delta do coronavírus entre tripulantes filipinos de um navio atracado no Porto do Recife.

O que é a variante delta do coronavírus?

Antes chamada B.1.617.2 e conhecida como variante indiana, a delta foi identificada pela primeira vez no estado indiano de Maharashtra em outubro de 2020. A variante conta com múltiplas mutações e são essas mutações que permitem que o vírus se ligue mais facilmente às células dos pacientes e escape de algumas reações imunológicas, conforme Deepti Gurdasani, epidemiologista clínico da Universidade Queen Mary, de Londres.

A delta é mais transmissível do que as outras variantes da Covid?

"A variante delta é muito mais transmissível do que as outras variantes e há estimativas que apontam que ela seja cerca de 30 a 50% mais transmissível do que a cepa original", explica Rajib Dasgupta, chefe do centro de medicina social da Universidade Jawaharlal Nehru, em Nova Delhi, em entrevista ao G1. 

A delta foi a variante que teve o maior aumento na taxa de reprodução em relação ao coronavírus original, conforme artigo publicado na revista científica Eurosurveillance, por pesquisadores ligados à OMS e ao Imperial College London. Segundo o estudo, enquanto cada pessoa contaminada pela cepa original transmitia o vírus da Covid para cerca de 2,6 pessoas ao seu redor, cada pessoa infectada pela delta pode transmitir o vírus para cerca de 8 novos indivíduos.

Pessoas vacinadas podem ser contaminadas com a delta?

A vacina não impede que a pessoa venha a contrair o vírus, mas prepara o sistema imunológico para que, quando acontecer esse contato com o agente infeccioso, a doença encontre resistência, reduzindo as chances do paciente evoluir para casos graves ou até a morte. "Aqueles imunizados com duas doses de vacina permanecem vulneráveis à infecção pela variante delta, mas a taxa de mortalidade após a imunização completa permanece baixa", afirma Dasgupta.

De acordo com um estudo publicado na revista científica Lancet, as vacinas parecem ser um pouco menos eficazes contra a variante delta. A vacina da Pfizer-Biontech, segundo os pesquisadores escoceses, conta com até 79% de eficácia contra a variante delta, número que sobe para 92% no caso da variante alfa. Já a proteção da vacina da AstraZeneca contra a delta é de 60% e 73% no caso da variante alfa.

De acordo com uma análise do Departamento de Saúde britânico, pessoas que completaram o esquema vacinal com a Pfizer-Biontech ou AstraZeneca estão bem protegidos contra cursos severos da doença. A eficácia das vacinas seria tão alta para a variante delta quanto para a variante alfa, sendo o risco de hospitalização reduzido em mais de 90%, quando comparado com pessoas não vacinadas.

*com informações do UOL e portal G1

 

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