IMUNIZAÇÃO

Ministério da Saúde recua e volta a recomendar vacinação de adolescentes contra covid-19

Recuo ocorre após a Anvisa confirmar que a morte de uma adolescente de 16 anos não teve "relação causal" com a dose da vacina da Pfizer que ela havia recebido

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Estadão Conteúdo

Publicado em 22/09/2021 às 21:56 | Atualizado em 22/09/2021 às 23:13
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Atualizada às 23h02

Menos de uma semana após ter recomendado a suspensão da imunização contra a covid-19 em adolescentes sem comorbidade, o Ministério da Saúde recuou da decisão na noite desta quarta-feira (22). A pasta afirmou que a restrição foi imposta de "forma cautelar" e que, após apuração de todos os riscos e benefícios, a medida está suspensa e a nova recomendação é para que esse público seja vacinado.

O anúncio ocorre após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmar que a morte de uma adolescente de 16 anos, em São Bernardo do Campo, São Paulo, não teve "relação causal" com a dose da vacina da Pfizer que ela havia recebido uma semana antes. O caso havia sido foi utilizado como uma das justificativas dadas pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para recomendar a suspensão da vacinação em todos os adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades.

Mesmo com a recomendação do ministério, Estados e municípios continuaram imunizando adolescentes e ignorando a decisão da pasta.

Segundo o Ministério da Saúde, a pasta agiu com "prudência" ao suspender a imunização em adolescentes e, nos últimos dias, montou uma força-tarefa para estudar os efeitos adversos nesse público. A conclusão foi a mesma emitida em nota pela Anvisa na semana passada, de que os eventuais riscos não superam os benefícios da vacinação nesse público.

De acordo com o secretário-executivo Rodrigo Cruz, não houve "precipitação" do Ministério da Saúde ao orientar a suspensão, uma vez que o óbito é considerado "efeito adverso grave" e a pasta preferiu agir com cautela. Ele ainda citou que a mesma medida foi tomada quando houve o óbito de uma gestante recém-imunizada com a AstraZeneca.

A pasta também recomendou que os Estados sigam acompanhando casos de adolescentes vacinados para a monitoração de efeitos adversos.

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