Saúde

Marcelo Queiroga admite que Ministério da Saúde sofreu novo ataque hacker

Inicialmente, a informação havia sido negada pelo governo

Cássio Oliveira
Cássio Oliveira
Publicado em 13/12/2021 às 21:18
MYKE SENA/MS
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde - FOTO: MYKE SENA/MS
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O ministro Marcelo Queiroga informou que o site do Ministério da Saúde sofreu um segundo ataque hacker entre o final de domingo (12) e esta segunda-feira (13).

"Houve esse outro ataque. Infelizmente somos vítimas dessas figuras que têm, de maneira criminosa, invadido sistemas", declarou o ministro. "Tentado invadir. Eles não conseguem invadir, mas tumultuam, atrapalham", completou.

Durante a tarde, o governo federal havia negado o ataque e divulgado que o DATASUS realizava "manutenção preventiva na rede interna". Agora, Queiroga admite que o governo omitiu a informação ao longo do dia.

"São duas coisas diferentes. Aquele primeiro ataque não foi um ataque ao Ministério da Saúde, aquilo foi a nível da Embratel, né? E felizmente, os dados não foram comprometidos. Em relação a esse [segundo ataque], foi algo de menor monta e estamos trabalhando para recuperar isso o mais rápido possível", disse Marcelo Queiroga.

Em nota divulgada minutos após as declarações de Queiroga, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República diz que ocorreram "incidentes cibernéticos contra órgãos de governo" na última sexta (10) e que o governo atua "de forma coordenada para retomada dos serviços".

Questionado sobre a previsão de restabelecimento, Queiroga informou que o novo ataque deve afetar a estimativa anterior de estabilização, inicialmente prevista para ser feita até esta terça (14).

Na madrugada da última sexta-feira (10), o site do Ministério da Saúde e a página e o aplicativo do ConecteSUS, que fornece o Certificado Nacional de Vacinação Covid-19, foram invadidos por hackers. A página do ministério voltou a funcionar, mas não foi possível acessar os dados sobre a vacina contra covid-19. A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar o caso.

Com os sistemas vulneráveis, o governo federal resolveu adiar em uma semana as restrições para viajantes que chegam de outros países. Originalmente, as medidas começariam a ser aplicadas no último sábado, 11, com a exigência do comprovante de vacinação ou, em caso de não imunizados, o cumprimento de uma quarentena de cinco dias.

Queiroga minimizou o fato e disse que a pasta trabalha para reverter a situação. "Em relação a esse (novo ataque), foi algo de menor monta e estamos trabalhando para recuperar isso o mais rápido possível", afirmou.

Além do Conecte SUS, o ataque também atingiu os sistemas de notificação de casos do novo coronavírus e do Programa Nacional de Imunização.

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