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CICLONE YAKECAN: tempestade causa morte, traz neve pela primeira vez e muda rotina; veja estragos do temporal no Brasil

Ao menos uma morte foi confirmada em decorrência do temporal

Ana Maria Miranda
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Ana Maria Miranda
Publicado em 18/05/2022 às 9:43 | Atualizado em 18/05/2022 às 12:48
Reprodução/YouTube
Passagem de ciclone próximo ao Brasil, Uruguai e Argentina - FOTO: Reprodução/YouTube
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Com informações do Estadão Conteúdo
 
Os estragos da tempestade subtropical Yakecan, que começou como um ciclone, já estão sendo percebidos na região Sul do Brasil. O clima já mudou na região e as temperaturas em boa parte do País também devem baixar nos próximos dias. Ao menos uma morte foi confirmada em decorrência do temporal.
A tempestade subtropical Yakecan tem como efeitos prováveis rajadas de ventos fortes, de até 120 km/h, além de possível ocorrência de neve no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e sul do Paraná, na região da Serra de Palmas. Na segunda-feira (16), foi registrada a primeira neve do ano na região serrana de Santa Catarina.
 
A neve chegou primeiro em Urupema, mais de um mês antes do começo do inverno. O local onde a neve caiu foi o Morro das Antenas, a pouco mais de 1,3 mil metros de altitude. Posteriormente, nevou em São José dos Ausentes e Cambará do Sul, na região dos Campos de Cima da Serra.
 

Qual a diferença entre ciclone e furacão?

O sistema de baixa pressão começou como um ciclone extratropical, considerado muito comum, junto com uma frente fria. "Na segunda-feira, se desprendeu dessa frente fria e começou a se movimentar do mar em direção ao continente, com trajetória típica de furacão", aponta Estael Sias, meteorologista da Metsul.
 
Apesar disso, a tempestade não necessariamente se tornará um furacão. O ciclone é um sistema de baixa pressão atmosférica em que o vento gira no sentido horário. O fenômeno é abrangente na escala de centenas de quilômetros, e pode ter o tamanho de um Estado.
 
Já os tornados são pontuais, podem ter ventos de mais de 400 km/h e são visíveis a olho nu. Os ciclones são vistos em sua totalidade geralmente em imagens do espaço, de satélites.
 
"Para que essa tempestade virasse furacão, teria de ter vento sustentado acima de 118 km/h, por alguns minutos ou horas de duração, mas nenhum modelo indica isso", afirma Estael. Em seu movimento, o ciclone impulsiona a massa de ar polar do polo sul para dentro do continente, derrubando as temperaturas.
 

Estragos temporal RS

Os estragos do ciclone (agora tempestade) incluem a morte de pelo menos uma pessoa. Na segunda-feira (16), um barco pequeno, com três pescadores, naufragou no Lago Guaíba, em Porto Alegre (RS), provocando a morte de um deles. 
 
O pescador foi identificado como Ademar Silveira da Silva, de 51 anos. O corpo dele foi encontrado pelos bombeiros. Os outros dois ocupantes do barco sobreviveram.
 
No município de Rio Grande, no extremo Sul do estado, os ventos chegaram a 95 km/h nas Praias do Cassino e na Barra. A costa litorânea está toda sob alerta e a Marinha do Brasil orienta as embarcações para que não naveguem, em razão do mau tempo e de grandes ondulações que podem ultrapassar os 4 metros.
 
Em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, as aulas da rede municipal foram suspensas nos turnos da tarde e noite desta terça. Segundo a prefeitura, "a decisão foi tomada para preservar a segurança dos alunos e das equipes". Outras cidades que seguiram o exemplo foram Canoas, Eldorado do Sul, Guaíba, Cachoeirinha, Gravataí e Glorinha.
 
O Ministério do Desenvolvimento Regional, por meio da Defesa Civil Nacional, já havia sugerido à população evitar sair de casa durante a tempestade. Também orientou buscar locais mais protegidos, caso esteja na rua, desligar a energia da tomada e fechar a saída de gás do botijão.
 
Enquanto isso, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) emitiu um alerta recomendando que condutores evitem trafegar com veículos leves pelas rodovias do Rio Grande do Sul.

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