EXPOSIÇÃO

Quadrinhos de Liniers para observar

Mostra Macanudíssimo provoca um novo olhar nos visitantes para a obra do quadrinista argentino

Diogo Guedes
Diogo Guedes
Publicado em 27/09/2012 às 7:00
Reprodução
Mostra Macanudíssimo provoca um novo olhar nos visitantes para a obra do quadrinista argentino - FOTO: Reprodução
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Ao pegar uma graphic novel ou um jornal diário, ninguém fala que vai “observar” ou “ver” uma tirinha ou uma HQ. Quadrinhos, o senso comum da nossa linguagem parece afirmar, foram feitos para serem lidos, ainda que haja neles uma clara predominância dos elementos visuais – mesmo a escrita é pensada a partir do letramento e das fontes.

Tirar as obras dessa linguagem do seu contexto original – sempre objetos físicos de “leitura” – é também provocar no espectador um novo olhar para elas. Uma exposição como Macanudíssimo é exatamente isso: uma nova oportunidade para quem gosta de quadrinhos observar a totalidade visual das tirinhas de Liniers e entendê-las não só como narrativa, mas como composição visual.

Na mostra, a capacidade gráfica está presente também na exibição das ilustrações e painéis do autor argentino, feitos com tinta acrílica. A influência do traço dos seus quadrinhos é forte mesmo nos trabalhos que ele faz para as capas de CD, um vertente do seu trabalho que ganhou um recorte especial na exposição. Estão lá as pinturas de Liniers para discos de Andrés Calamaro e Kevin Johansen – com o último, já chegou a participar das apresentações, fazendo desenhos ao som do música.

Umas das surpresas da mostra é notar como o trabalho de Liniers é concluído com precisão no papel, apenas com o uso de nanquim e aquarela. Não há retoques digitais, um recurso frequente de outros quadrinistas, e, nas tiras da série Bonjour, o autor ainda mostra seu lado mais experimental, com traços mais realistas e colagens.

Leia a matéria completa no Jornal do Commercio desta quinta-feira (27/9).

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