CENA INDEPENDENTE

Quinto volume da coletânea Recife Lo-Fi reúne novos artistas do Recife e do mundo

Projeto organizado pelo músico Zeca Viana tem show de lançamento hoje com shows de DJ Giluke, Diablo Angel, Jonatas Onofre e Mayara Pera

GG ALBUQUERQUE
GG ALBUQUERQUE
Publicado em 20/05/2017 às 11:35
Foto: Divulgação
Projeto organizado pelo músico Zeca Viana tem show de lançamento hoje com shows de DJ Giluke, Diablo Angel, Jonatas Onofre e Mayara Pera - FOTO: Foto: Divulgação
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Desde sua primeira edição, em 2010, a coletânea Recife Lo-Fi lançou faixas de Johnny Hooker, Tagore, Graxa, Alex Guterres, Matheus Mota, D Mingus, Aninha Martins, Lulina e vários outros artistas que exerceriam papel importante na formação de novas
cenas culturais da cidade. A coletânea chega à quinta edição e continua apontando ou revelando bandas que produzem
em seus quartos, apropriando-se de tecnologia barata, e muitas vezes sob o desconhecimento de público e crítica.

Disponível no Soundcloud, a Recife Lo-Fi Vol. V tem 19 faixas de artistas diferentes – 10 são pernambucanos. E conta ainda
com nomes internacionais: Ray Carmen and R. Stevie Moore, Bora Bora e In Rooms (dos Estados Unidos) e a cantora e compositora Holly Lanasolyluna (do Japão).

Zeca Viana, idealizador e curador do projeto, costuma afirmar que o lo-fi (acrônimo para “baixa fidelidade” ou “baixa tecnologia”,
em inglês) não é um gênero musical, e sim uma forma de produção. A compilação abraça diversos estilos: do synthpop sombrio do DJ Giluke ao hard rock da Diablo Angel, passando pelo violão agridoce de Jonatas Onofre e Mayara Pera – os nomes escalados para o show de lançamento da coletânea, hoje, às 22h, na Mansão do Amor.

Outro destaque é o VUPA, novo projeto paralelo de Zeca Viana inspirado pela estética vaporwave – movimento artístico que processa a estética retrô dos anos 80 e 90 com toques de kitsch e ironia sobre o futuro. “É um trabalho de colagens de músicas dos anos 80, trilhas sonoras de videogame, falas de filme e tem partes em que toco, faço um beat”, explica, antecipando
que vai lançar um álbum como VUPA e outro sob Zeca Viana.

IMPACTO NA CIDADE

Analisando os sete anos e cinco  edições de Recife Lo-Fi, Zeca observa uma diferença na relação entre os músicos na cidade. “Na primeira teve Tagore, Johnny Hooker e o que eu tô começando a ver é que os músicos estão um pouco mais isolados do que naquela época, quando elas circulavam mais nos bares, faziam mais shows. Eu tô sentindo o pessoal mais distante. A ideia de fazer essa edição foi justamente trazer as pessoas mais pro show e fazer os músicos se conhecerem”, explica. “Por exemplo: agora a gente fez uma entrevista em um programa de rádio e aí Jonatas (Onofre) conheceu Mayara (Pera). Eu conheci Jonatas pessoalmente também. Isso que me deu a vontade de fazer mais uma edição”.

A partir das 18h, do lado de fora da Mansão do Amor, um carro de som vai estar por lá tocando as edições anteriores da coletânea. Os shows começam às 18h. Zeca também que pretende fazer uma noite lo-fi no local uma vez por mês.

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