VAREJO

Mercadinhos de bairro oferecem preços mais baixos que supermercados, aponta pesquisa

Mercadinhos de bairro estão mais competitivos do grandes estabelecimentos, aponta pesquisa da consultoria GFK

Yasmin Freitas
Yasmin Freitas
Publicado em 25/08/2016 às 7:35
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Mercadinhos de bairro estão mais competitivos do grandes estabelecimentos, aponta pesquisa da consultoria GFK - FOTO: Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
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Abastecer a dispensa nos mercadinhos de bairro está mais barato para o consumidor do que se dirigir a um supermercado. É o que conta um levantamento do instituto especialista em pesquisa de mercado GFK com a participação de 400 varejistas de todas as regiões do Brasil.

Os resultados do estudo mostram que, enquanto no pequeno negócio, a cesta básica com 35 itens de alimentação, higiene e limpeza sai por R$ 233,81, nos supermercados, o preço médio é de R$ 232,49. Embora a diferença ainda seja pequena, esta é a primeira vez em cinco anos que os mercadinhos de bairro saem na frente, e o pequeno negócio pode despontar ainda mais. O segmento tem crescido durante a crise econômica e faturou 7% a mais em 2015 na comparação com o ano anterior. 

“O atual ritmo de crescimento econômico e a mudança de hábitos de consumo desenham novas tendências. A pesquisa mostra que o pequeno varejo está enfrentando as dificuldades e continua crescendo”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), José do Egito Frota Lopes Filho. Em todas as regiões do País, a inflação nos mercadinhos de bairro foi menor que nos supermercados. Especialmente no Nordeste, a diferença foi de 18,3% (grandes estabelecimentos) contra 12,2% (pequenos negócios). 

Isto acontece porque o consumidor, de renda achatada, está cada vez mais exigente, e o dono dos mercadinhos de bairro tem pensado duas vezes antes de repassar seus custos. “São negócios em que o dono é muito mais próximo do cliente, e o enxugamento dos lucros faz parte da estratégia de manter um preço mais competitivo e, assim, manter uma clientela fiel enquanto durar a crise”, diz o diretor de varejo da GFK Marco Aurélio Lima.

PROMOÇÕES

Proprietária do Mercadinho do Gordo, na área central do Recife, há quase um ano e meio, a empresária Vanessa Priscila confirma estar evitando elevar os preços dos produtos, e afirma que tenta sempre oferecer promoções nos itens mais procurados. “Tento comprar na maior quantidade possível para poder baratear o preço e vender mais em conta. Não tem isso de comprar barato e vender caro. Se teve um preço bom, a gente aproveita para fazer promoção e o pessoal levar mais.” 

Para oferecer preços cada vez mais baixos, a forma de abastecimento dos pequenos mercados também mudou. Um dos grandes destaques foi o crescimento do formato cash & carry, representado pelos atacarejos ou atacados, atualmente com 26% de participação no abastecimento dos mercados. “É uma forma de diminuir nosso custo com transporte, porque a distribuidora deixa na porta, mas vai cobrar mais caro”, explica Amanda Santos, proprietária do mercadinho Boa Vista.

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