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Startup pernambucana cria 'uber' das consultas médicas

Aplicativo Clinio conecta médicos que não têm recursos para montar consultórios a pacientes que querem ser atendidos em casa

Da editoria de Economia
Da editoria de Economia
Publicado em 29/10/2017 às 7:15
Foto: Divulgação
Aplicativo Clinio conecta médicos que não têm recursos para montar consultórios a pacientes que querem ser atendidos em casa - FOTO: Foto: Divulgação
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 Mais que gerar aplicativos de mobilidade e de hospedagem, a conexão direta entre prestadores de serviço e usuários através de plataformas digitais – a chamada disrupção – tem força para penetrar os mais variados segmentos da economia. Ao identificar duas dessas pontas que não se encontravam no Recife, um biomédico e um cientista da computação criaram o Clinio, aplicativo que conecta médicos a pacientes de forma mais barata e simples que através das agendas dos tradicionais consultórios. Com um aporte de R$ 2,5 milhões, o produto será lançado em etapas com diferentes produtos.

O app foi desenvolvido pela startup pernambucana Epitrack, que contou com uma equipe de 13 pessoas para tirar a ideia do papel e descobrir como oferecer consultas a baixo custo. “Em 2015 começamos a observar o surgimento de aplicativos na área de saúde nos Estados Unidos e começamos a acompanhar o que estava acontecendo. Até que a crise se agravou no Brasil e houve uma grande saída dos planos de saúde. São essas pessoas que queremos alcançar”, detalha Onicio Leal Neto, biomédico e sócio da Epitrack, referindo-se à perda de 1,4 milhão de usuários pelas operadoras ao longo de 2016.

Através de uma lista de médicos cadastrados, o aplicativo irá disponibilizar consultas domiciliares a pacientes que se encaixem em um dos oito quadros clínicos contemplados pela plataforma. O banco de profissionais será focado em generalistas, atendendo a outra demanda detectada pela startup: o número de médicos recém-formados que não têm recursos para montar seus consultórios. As consultas realizadas através da plataforma custarão R$ 119, sendo 75% do valor repassado aos profissionais.

A versão da plataforma para os médicos já foi lançada e começa a operar para os pacientes em meados de novembro – para iOS e Android. A expectativa é cadastrar 300 profissionais até o fim deste ano. “O financiamento inclui todo o projeto, que entrará em funcionamento em duas fases. Depois que alcançarmos uma boa base de dados, vamos identificar padrões e vender os números como outro produto”, diz Onicio Neto. Junto ao sócio Jones Albuquerque, ele identifica potenciais clientes para esse serviço em redes de farmácia, por exemplo.

MERCADO

O projeto foi financiado pelo fundo de investimentos Criatec2, composto por quotistas como o BNDES, Banco do Nordeste e Bozano Investimentos. A área de saúde é, aliás, uma das que mais atrai interesse de financiadores de startups de todo o mundo. De acordo com levantamento realizado pelo Fundacity Investiments, 77% dos investidores tinham interesse em apoiar iniciativas focadas no setor.

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