FINANÇAS

Vale a pena se esforçar para dar entrada maior no financiamento?

Especialistas apontam que sim, porque é possível reduzir o prazo e o gasto com juros

JC Imóveis
JC Imóveis
Publicado em 12/02/2015 às 10:35
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Embora o volume de dinheiro envolvido na compra de um imóvel seja muito grande para o pagamento à vista, dar uma boa entrada tem diversos benefícios para as finanças da família, entre eles parcelas menores e redução de prazo.

Cálculos como os feitos pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), descritos no infográfico ao lado, mostram dois aspectos importantes entre os vários a serem considerados na compra de um imóvel: um, o valor total ao fim do financiamento; outro, as diferenças de mais de R$ 100 mil que podem ocorrer quando o valor da entrada aumenta.

No primeiro caso do infográfico, dar R$ 64 mil a mais na entrada pode se transformar em uma economia de R$ 107.538 no financiamento. Nesse exemplo, o diretor-executivo da Anefac, Miguel Ribeiro, utilizou uma taxa média de 12% ao ano.

Fazer a conta do valor total a ser pago também ajuda a enxergar o investimento a ser feito. No segundo caso, como o prazo é mais longo, o valor final do imóvel fica quase três vezes maior do que o preço de venda. Mesmo quando se considera taxas de juros da Caixa Econômica – que, mesmo depois do aumento feito no mês passado, ficam abaixo do praticado no mercado. “O ideal é deixar em um prazo menor possível, para reduzir o impacto dos juros”, orienta Miguel Ribeiro.

Tanto ele quanto o presidente DSOP Educação Financeira, Reinaldo Domingos, dizem que deve haver um esforço extra para reunir o máximo de recursos possível para dar a entrada e reduzir a dívida que será assumida com o financiamento. “Além de diminuir o custo com juros, reduz o risco de inadimplência, que pode significar a perda do imóvel”, alerta o diretor da Anefac.

Infográfico

Entrada maior facilita financiamento

Reinaldo lembra que toda a família deve estar envolvida na meta de economizar dinheiro. Esse objetivo também pode ser alcançado com a venda de outros imóveis, de carros ou outros bens. “É preciso analisar a viabilidade econômica daquele bem, avaliar qual a real necessidade dele”, orienta o presidente da DSOP. Para ele, essa preocupação deve abranger não apenas o valor da entrada do financiamento, mas também as despesas com documentação, reformas e mobílias da casa nova. “Se não é possível economizar nem vender nada, talvez seja melhor pensar em um consórcio”, sugere Miguel Ribeiro.

PATRIMÔNIO
Para Miguel, a dedicação para a compra é importante porque a família está construindo um patrimônio. “Mesmo sendo uma dívida, é uma dívida boa”, opina.

Reinaldo complementa que, uma vez comprado o imóvel e o financiamento assumido, é hora de tirar a casa do foco da poupança. “A família não pode ficar sem uma reserva financeira para emergências”, diz. Ele aconselha ainda que outros objetivos sejam traçados para serem alvo de investimentos, como viagens, novos bens, escolas, cursos e aposentadoria tranquila.

“Depois que fez o financiamento, relaxa e assume as parcelas. Não antecipe contratos já fechados, use novas poupanças para novos sonhos”, ensina Reinaldo.

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