PIMENTA NEVES

Presidente da AMB critica burocracia na Justiça brasileira

Henrique Nelson Calandra referiu-se ao fato de o Judiciário ter levado 11 anos para pôr o jornalista Pimenta Neves na cadeia, mesmo após ele confessar ter matado Sandra Gomide

Clóvis Andrade
Clóvis Andrade
Publicado em 25/05/2011 às 16:53
Foto: Edmar Melo/JC Imagem
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SÃO PAULO - O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Henrique Nelson Calandra, criticou hoje a burocracia do Sistema Judiciário por levar 11 anos para que o jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, condenado por assassinato e réu confesso, fosse preso e começasse a cumprir pena.


Não podemos seguir convivendo com isso

, disse o desembargador, durante abertura do BIOSforum, evento que reúne governadores e empresários no Jockey Club de São Paulo para discutir o desenvolvimento sustentável no País.


O desembargador afirmou que o juiz de primeira instância incumbido de autorizar o mandado de prisão de Pimenta Neves levou horas, ontem à noite, esperando a comunicação por escrito da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que pôs fim à série de recursos impetrados pela defesa do jornalista. "Atravessamos a noite para que a Justiça fosse cumprida", disse. "Os magistrados estão trabalhando no seu limite", reclamou.

Calandra pediu pressa na discussão da proposta de mudança constitucional feita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, para que sejam consideradas transitadas em julgado as ações examinadas em segunda instância. Com isso, haveria a execução de uma sentença criminal, com a privação da liberdade do réu, antes de esgotados todos os recursos previstos no Código de Processo Penal. "O veredicto de segunda instância já deve ser cumprido", disse o presidente da AMB.

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