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Dilma homenageia jornalista morto em tiroteio em favela do Rio

Presidente afirmou que o episódio reforça o sentimento de gratidão e de solidariedade a todos os profissionais, que, como Gelson, arriscam-se em suas tarefas diárias em prol dos brasileiros

AFP
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Publicado em 07/11/2011 às 11:14
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RIO DE JANEIRO - A presidente Dilma Rousseff homenageou o jornalista da TV Bandeirantes que morreu baleado no domingo (6) enquanto cobria uma operação policial contra narcotraficantes na favela de Antares, o primeiro a falecer neste tipo de confronto no Rio de Janeiro. "Este trágico episódio reforça em toda a sociedade o sentimento de gratidão e de solidariedade a todos os profissionais, de todas as categorias, que, como Gelson, arriscam-se em suas tarefas diárias em prol dos brasileiros", afirmou a presidência em um comunicado.

Gelson Domingos, de 46 anos e com mais de 20 na profissão, cobria uma operação do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) na favela da zona oeste do Rio, quando foi atingido por um tiro no peito. Seu colete à prova de balas foi atravessado pelo projétil. Casado e pai de três filhos, Gelson Domingos será enterrado nesta terça-feira (7) no cemitério do Cajú, na zona norte do Rio.

As imagens gravadas pelo cinegrafista pouco antes de sua morte foram entregues à polícia civil, que tentará identificar o autor dos disparos. A operação do BOPE terminou com a morte de quatro bandidos e com a prisão de 15 pessoas, das quais oito permaneciam detidas nesta segunda-feira. Entre elas figura o chefe do narcotráfico de Antares, Renato José Soares, conhecido como "BBC", e de seu braço direito Leandro Ferreira de Araujo, conhecido como "China", segundo as autoridades.

A polícia também apreendeu armas, drogas e munições. A ação policial buscava confirmar informações dos serviços de inteligência de que chefes do "Comando Vermelho" estariam reunidos com armas pesadas na favela. O tiroteio entre policiais e traficantes durou quase uma hora e espalhou o pânico na região. O episódio desencadeou uma polêmica sobre os riscos que os jornalistas correm neste tipo de cobertura e sobre a falta de proteção adequada.

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