Violência

UE aprova plano para prevenir atentados jihadistas

Plano tem três objetivos: prevenir a radicalização, detectar os terroristas e reforçar a cooperação internacional

Da AFP
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Publicado em 13/02/2015 às 7:50
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Plano tem três objetivos: prevenir a radicalização, detectar os terroristas e reforçar a cooperação internacional - FOTO: Foto: AFP
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Os líderes da União Europeia (UE) aprovaram na quinta-feira um plano para lutar contra a radicalização dos jovens muçulmanos e evitar novos atentados como os que deixaram 17 mortos em Paris, em janeiro passado.

"Não houve debate, nem polêmica para adaptar o plano elaborado pelos ministros do Interior no final de janeiro, em Riga (Letônia)", disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

Já o presidente francês, François Hollande, declarou que algumas reformas "levarão seu tempo". O plano tem três objetivos: prevenir a radicalização, detectar os terroristas e reforçar a cooperação internacional.

Entre outras medidas, os Estados da UE querem reforçar o controle nas fronteiras externas do bloco - sobretudo, nos aeroportos, para os cidadãos dos 26 países que integram o espaço Schengen, de livre-circulação.

"Se quisermos preservar o Schengen, precisamos poder controlar, na fronteira externa, quem entra e quem sai", insistiu Hollande, que defende um sistema de controle permanente. Para Jean-Claude Juncker, trata-se de uma questão sensível.

"Deve-se explorar ao máximos as disposições existentes sem acrescentar novas regras, ou disposições aos acordos", alertou.

A criação de um banco de dados com nomes dos passageiros (ou PNR, em inglês) ainda não foi aprovada, porque o Parlamento europeu quer garantias de proteção à privacidade dos usuários.

A UE também quer implantar um sistema que permita vigiar as redes, bloquear páginas na Internet com imagens e mensagens de propaganda jihadista e romper a criptografia de certos tipos de comunicações. A agência policial europeia Europol ficará encarregada de operacionalizar esse plano.

Segundo dados das autoridades do bloco, entre 3.000 e 5.000 europeus se uniram às fileiras jihadistas na Síria e no Iraque, e 30% retornaram para seus países.

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