Tabu

Apresentadora de TV é presa por falar do projeto 'mãe solo' no Egito

Termo substitui a denominação usual 'mãe solteira' para evitar associar a responsável pela criação do filho(a) sem a presença de um parceiro ao seu estado civil

AFP
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Publicado em 03/11/2017 às 17:08
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Termo substitui a denominação usual 'mãe solteira' para evitar associar a responsável pela criação do filho(a) sem a presença de um parceiro ao seu estado civil - FOTO: Foto: reprodução
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A Justiça do Egito condenou nesta semana a três anos de prisão uma apresentadora de televisão que teria apresentado um programa sobre o direito de as mulheres serem mães 'solo', termo atualmente usado para designar as mulheres que criam os seus filhos sem um parceiro. 

O termo substitui a denominação usual 'mãe solteira' para evitar associar a responsável pela criação do filho(a) sem a presença de um parceiro ao seu estado civil. 

Doaa Salah, que apresenta um programa semanal em um canal privado, foi acusada de "ultraje à decência pública" e deverá pagar uma fiança de 10 mil libras egípcias, ou cerca de 1.800 reais, para poder ser liberada à espera de um possível recurso, de acordo com fontes judiciais.

O comentário

No programa transmitido em julho, Salah abordou a possibilidade de que uma mulher pudesse ser mãe solo, sugerindo que essa poderia "se casar unicamente para o nascimento de seu filho para se divorciar depois". 

Ela então pediu a opinião da audiência e chegou à conclusão de que a maioria "rejeitava a ideia" da gravidez feminina fora do matrimônio. "Nem tudo que acontece fora do país pode ocorrer em nossa sociedade", concluiu. 

A sexualidade antes do casamento permanece um tema tabu na conservadora sociedade egípcia. 

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