ESTADOS UNIDOS

Atirador em bar da Califórnia disparou 50 vezes; motivo ainda é incógnita

De acordo com o xerife do condado de Ventura, que abarca a cidade de Thousand Oaks, onde aconteceu o tiroteio, antes de começar a disparar, o agressor jogou bombas de fumaça para gerar caos no local

Rute Arruda
Rute Arruda
Publicado em 27/11/2018 às 18:45
Foto: DAVID MCNEW / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
De acordo com o xerife do condado de Ventura, que abarca a cidade de Thousand Oaks, onde aconteceu o tiroteio, antes de começar a disparar, o agressor jogou bombas de fumaça para gerar caos no local - FOTO: Foto: DAVID MCNEW / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
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O autor do massacre em um bar da Califórnia, que deixou 12 mortos, disparou 50 vezes, segundo um adiantamento da investigação apresentada nesta terça-feira (27), na qual ainda não conseguiram determinar um motivo.

Bill Ayub, xerife do condado de Ventura, que abarca a cidade de Thousand Oaks, onde aconteceu o tiroteio em 7 de novembro, disse em entrevista coletiva que, antes de começar a disparar, o agressor jogou bombas de fumaça para gerar caos no local cheio de estudantes.

"Sobre o motivo do tiroteio, não estamos mais perto de determiná-lo hoje em relação ao dia do incidente", disse Ayub.

O autor do massacre foi identificado como Ian David Long, um ex-fuzileiro naval 28 anos que serviu no Afeganistão.

Estava armado com uma faca, uma pistola Glock 45mm semiautomática comprada legalmente e sete munições de alta capacidade, que são ilegais na Califórnia, mas fáceis de serem adquiridas em estados vizinhos.

Embora o xerife tenha esclarecido que "não tinha permissão para carregar uma arma de fogo".

Após o tiroteio, Long trocou disparos com agentes do xerife de uma localização "tática", matando um oficial.

Christopher Young, do Instituto Médico Legal, confirmou que Long disparou na cabeça.

"Todas as vítimas morreram rápido (...), não havia chance de sobreviver", acrescentou.

Investigações

O xerife continuará a investigação sobre o incidente com o FBI e outros corpos de segurança, que inclui a análise de 400 entrevistas a testemunhas, vídeos de segurança e nas redes sociais, assim como relatos policiais e evidências apreendidas no carro e na casa de Long.

"Neste momento não há indícios de radicalização. Junto com o escritório do xerife continuaremos tentando investigar o motivo", reiterou Paul Delacourt, a cargo do escritório do FBI em Los Angeles, também eme entrevista coletiva.

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