Investigação

CPI dos Fundos de Pensão quer que Barusco fale de propina na Sete Brasil

Empresa tem como sócios fundos de pensão de empresas estatais, como da Caixa Econômica Federal e da Petrobras

Da Folhapress
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Publicado em 27/08/2015 às 21:10
Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Empresa tem como sócios fundos de pensão de empresas estatais, como da Caixa Econômica Federal e da Petrobras - FOTO: Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
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A CPI dos Fundos de Pensão da Câmara dos Deputados pretende convocar no mês que vem o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, preso no rastro da Operação Lava Jato.

A comissão quer que ele preste esclarecimentos sobre a Sete Brasil, empresa da qual foi diretor e que, segundo ele, replicou o esquema de corrupção da Petrobras.

A empresa, criada pela estatal para administrar sondas do pré-sal, tem como sócios fundos de pensão de empresas estatais, como da Caixa Econômica Federal e da Petrobras.

Além de Barusco, o relator da CPI dos Fundos de Pensão, Sérgio Souza (PMDB-PR), informou nesta quinta-feira (27) que ingressou com pedido de convocação do ex-presidente da Sete Brasil João Carlos Ferraz.

Em carta, ele admitiu que recebeu US$ 1.985.834,55 em propina dos estaleiros que trabalham para a companhia na construção de sondas de exploração do pré-sal.

"Os dois devem ser convocados. A Sete Brasil tem hoje o simbolismo do aparelhamento e do tráfico de influência para direcionar negócios", afirmou o presidente da CPI dos Fundos de Pensão, Efraim Filho (DEM-PB).

Nesta quinta (27), em depoimento à comissão de inquérito, o diretor-presidente da Funcef (Fundação dos Economiários Federais), Carlos Alberto Caser, afirmou que o fundo de pensão investiu em 2010 R$ 1,3 bilhão na Sete Brasil, por indicação do banco Santander.

As novas exigências da Petrobras vão representar prejuízo adicional de US$ 600 milhões a US$ 800 milhões aos acionistas da Sete Brasil, o que representa 15% dos US$ 4 bilhões investidos até o momento.

"Nós temos de olhar o quadro que tínhamos em 2010. Se eu tivesse no quadro de 2010, investiria novamente", disse Caser.

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