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Janot pede autorização ao STF para Michel Temer ser interrogado

O presidente da República é alvo de inquérito no Supremo junto com Aécio Neves e o deputado afastado Rocha Loures

JC Online
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Publicado em 26/05/2017 às 16:50
Foto: ABr
O presidente da República é alvo de inquérito no Supremo junto com Aécio Neves e o deputado afastado Rocha Loures - FOTO: Foto: ABr
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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (26), autorização para que possa ser feito o interrogatório do presidente da República, Michel Temer, do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado federal afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), além dos outros citados na delação da JBS.

O documento foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF. De acordo com o portal G1, em geral, os interrogatórios são feitos pela Polícia Federal, mas, nesse caso, Janot pede que o ministro defina como deve ser feito o depoimento, sem especificar quem o realizaria.

A defesa de Temer já pediu que o presidente se pronuncie por escrito e somente após a perícia da gravação de uma conversa, em março, entre o presidente e o dono da JBS Joesley Batista, uma das provas da investigação.

Junto com Aécio e Loures, Temer é investigado no STF por suspeita de corrupção, organização criminosa e obstrução de justiça.

Diálogo

Para Janot, ao confirmar o diálogo gravado por Joesley em março, Temer teria feito uma “confissão extrajudicial”. Nesse ponto, o procurador-geral citou posição do ministro Gilmar Mendes, segundo o qual a ex-presidente Dilma Rousseff teria feito o mesmo, no ano passado, ao confirmar uma conversa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"As situações são equivalentes: as confissões espontâneas têm força para provar a existência da conversa e do seu conteúdo”, diz o Janot, ressalvando somente a diferença de que, no caso de Lula e Dilma, tratava-se de uma conversa interceptada pela Justiça e que no caso de Temer, a gravação pelo próprio Joesley.

“Não obstante a confissão, o procurador-geral da República manifestou-se favorável à realização da perícia nos áudios", escreveu o procurador-geral. 

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