Debate nacionalizado

'Turma de Temer recorre ao líder para tentar salvar palanque', diz Isaltino

Líder do governo na Alepe, Isaltino Nascimento atacou o presidente Michel Temer (MDB) por declarar que Paulo Câmara apoiou seu governo

Editoria de Política
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Publicado em 29/08/2018 às 21:32
Foto: João Bita / Alepe
Líder do governo na Alepe, Isaltino Nascimento atacou o presidente Michel Temer (MDB) por declarar que Paulo Câmara apoiou seu governo - FOTO: Foto: João Bita / Alepe
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O líder da bancada governista da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o deputado estadual Isaltino Nascimento (PSB), saiu em defesa do governador Paulo Câmara (PSB) e atacou o presidente Michel Temer (MDB) devido às suas declarações na Rádio Jornal nesta quarta-feira (29). 

"Assistimos hoje uma das páginas mais patéticas da história política brasileira: um presidente da República cumprir uma tarefa eleitoreira a serviço de um grupo político agonizante", disparou Isaltino. O socialista acusou o presidente de ter atendido uma demanda do novo líder do governo no Senado Federal, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) e dar uma entrevista "se dizendo parceiro" de Paulo Câmara para "tentar confundir a população pernambucana". 

"Subestimando a inteligência das pessoas, Temer tentou ganhar pontos pra sua turma se dizendo próximo do governador, quando no palanque da oposição estão três de seus ministros, seu líder no senado e um integrante da base aliada", disse Isaltino Nascimento. Ele se refere aos ex-ministros Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, Mendonça Filho (DEM), da Educação e Fernando Filho (DEM), de Minas e Energia. Bruno e Mendonça disputam duas vagas no Senado Federal na chapa encabeçada por Armando Monteiro (PTB). 

O deputado afirmou que o PSB não aceitou cargos no governo de Temer e votou contra as reformas propostas pelo governo federal, a Trabalhista e a PEC do Teto dos Gastos, e foi a favor da abertura das denúncias contra o presidente. "Isso tudo resultou em uma perseguição que não deixou Pernambuco obter crédito para as obras estruturadoras, que impediu a chegada de socorro financeiro às cidades atingidas pela enchente do ano passado, sem contar a manutenção da federalização do Porto do Suape e o não envio de R$ 1, para a Adutora do Agreste em 2018", completou o deputado. 

Waldemar Borges

O deputado estadual Waldemar Borges (PSB), que já foi líder do governo de Paulo Câmara na Alepe também fez críticas ao palanque da coligação do "Pernambuco Vai Mudar". Segundo ele, a tática de "Temer e sua turma em Pernambuco" de afirmar que o governador apoiou o seu governo é "mais uma vez atitude de gente desesperada"

"Esse Temer realmente não se dá ao respeito. Se passar por ventríloquo de uma oposição perdida, sem projeto para o Estado e que sequer tem coragem de defendê-lo, é o fundo do poço do pior presidente da história desse país", disparou Waldemar.

De acordo com Waldemar, do PSB, Fernando Bezerra Coelho foi o único pernambucano que se aproximou do governo de Temer, que ele classifica como "antipopular" e que por isso saiu da sigla para integrar a chapa da oposição. "Vamos aguardar o dia que algum desses 'Temistas' em Pernambuco vai ter coragem de defender o governo deles, ao invés de ficar submetendo um presidente já aniquilado na opinião pública, ao papel ridículo de tentar puxar o PSB para a canoa furada do seu governo. Realmente, talvez a ele não reste mais nada para fazer do que desempenhar esse tipo de papel", disparou. 

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