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Governadores montaram plano para atuar contra o coronavírus, independente de Bolsonaro

Ideia é mandar o "cheque" preenchido para o presidente assinar e garantir medidas de enfrentamento ao coronavírus e à crise econômica. Se ele se recusar, vão ao STF.

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 26/03/2020 às 13:17
Análise
Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Governadores, na época em que podiam se reunir presencialmente. Hoje é pelo computador - FOTO: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
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A estratégia dos governadores para atuar sem um Presidente da República está montada.

Bolsonaro será, pelos planos, relegado a um isolamento quase total. Perguntado sobre como seria feito, por ser necessário que o presidente assine os cheques, tanto para o combate ao coronavírus quanto para a recuperação econômica do País, o auxiliar de um dos governadores explicou: "vamos mandar os cheques prontos, explicando a necessidade dentro da lei, e ele assina. Se não assinar, o STF resolve”.

A presença do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), no encontro que reuniu 26 governadores, quarta-feira passada, mostrou que os gestores estaduais pretende formar um tipo de conselho e trabalhar diretamente com o Congresso e com o STF no amparo às questões legais.

É claro que o processo torna-se muito mais lento, mas é o preço que se vai pagar pela falta de cooperação de Bolsonaro que anunciou medidas de ajuda econômica no início da semana, por exemplo, mas não colocou nada em prática.

Sobre isso, há quem avalie que ele quer segurar o dinheiro para comprovar a própria tese de que os trabalhadores vão sofrer.

Como bem pontua o colega Fernando Castilho, o dinheiro prometido pelo presidente não chegou e empresários já falam em demissões.

Para muitos, o atraso na liberação é proposital, para gerar caos econômico.

Por isso, os governadores querem agir com mais autonomia, o quanto antes.

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