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Após fim do Auxílio Emergencial, aprovação ao governo de Jair Bolsonaro despenca no Nordeste

Taxa de aprovação, que já chegou a 55% em setembro, agora é de 29%. No Brasil, resultado também foi ruim, segundo pesquisa PoderData, do Poder360.

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 04/02/2021 às 9:02
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Bolsonaro - FOTO: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
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A pesquisa do instituto PoderData, realizada nos primeiros três dias de fevereiro, comprovou uma queda que já vinha acontecendo desde novembro de forma consistente na aprovação do governo Bolsonaro no Nordeste. A região, junto com o Sudeste, é a que apresenta os piores índices para o presidente.

As duas regiões são, também, as que mais possuem beneficiados pelo Auxílio Emergencial que começou a ser pago em 2020 e foi encerrado este mês.

No Nordeste, a desaprovação chegou a 59%. A aprovação, que chegou a ser de 55% em setembro, caiu para 29%.

O índice negativo já está próximo dos 27% de junho de 2020, quando o Brasil bateu recordes de mortos na pandemia e a popularidade de Bolsonaro chegou a pior patamar.

Quando a maré estava melhor, o presidente aproveitou para tentar consolidar isso na região e fez várias viagens pelo Nordeste. Nos bastidores, falava-se em "usar os números e criar um ambiente favorável para quando o auxílio terminasse". Não parece ter dado certo, até agora.

Nos números nacionais, com boa aprovação no Sul do país, Bolsonaro equilibra um pouco a situação. Mas, ainda é mais reprovado. Na pesquisa feita em todos as regiões, o governo é reprovado por 48% e aprovado por 40%.

A piora no quadro, todos entendem que se deu após o fim do Auxílio Emergencial. Não por acaso, o Congresso já discute a volta do benefício, tentando uma solução para fazer isso sem quebrar o país.

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