Sustenta o inevitável?

Guedes é o "pau da barraca" e quando todo mundo vive de esperança, sob uma barraca, tem algo errado

O não tão nobre ministro da Economia, que foi enganado pelo chefe sobre sua própria autonomia e ajudou a enganar os brasileiros com seu equívoco durante as eleições, mesmo que queira ajudar de verdade, pode estar atrapalhando.

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 03/03/2021 às 15:10
Análise

MARCOS CORRÊA/PR
Bolsonaro ao lado do ministro da Economia Paulo Guedes - FOTO: MARCOS CORRÊA/PR
Leitura:

O ministro da Economia, Paulo Guedes, é o pau da barraca, conforme ele mesmo costuma dizer. Se cair o Guedes, desaba o teto (o de gastos também) e podemos ter dias ainda piores do que os que estamos tendo.

Mas, se isso for inevitável, poderemos estar acomodados vivendo em uma barraca e não fazendo nada para viabilizar ambiente mais seguro, "porque o Paulo Guedes está lá".

O não tão nobre ministro da Economia, que foi enganado pelo chefe sobre sua própria autonomia e ajudou a enganar os brasileiros com seu equívoco durante as eleições, mesmo que queira ajudar de verdade, pode estar atrapalhando.

Guedes estar no governo passa uma mensagem errada. Num dia, Bolsonaro interfere na Petrobras e se percebe que ele nunca foi liberal coisa nenhuma. No dia seguinte, Guedes e sua eterna expressão cansada de carrasco arrependido surge para tentar acalmar o mercado.

E a coisa passa, como se não tivesse sido nada. Bastou falar na possibilidade de privatização dos Correios, horas depois de o presidente causar um prejuízo bilionário na Petrobras, e ninguém mais lembrava do problema.

Paulo Guedes está só vendendo esperança até o momento. E esperança serve pra poesia, mas, na realidade, é o que sobra quando acaba a comida.

Guedes foi usado durante as eleições para encantar o empresariado brasileiro. Foi usado no início do governo para manter o apoio do mercado. E está sendo usado agora, novamente, para desviar a atenção quando o chefe faz bobagem.

O pior é que ou ele sabe que está sendo usado, ou está sendo enganado há dois anos e meio.

De um jeito ou de outro, é perigoso.

Comentários

Últimas notícias