O ex-ministro Gilson Machado é a ponte de Anderson Ferreira para crescer nas pesquisas
Não existe, em Pernambuco, referência maior ao bolsonarismo atualmente.
O caminho para Anderson Ferreira (PL) crescer e chegar ao segundo turno passa pela identificação com Bolsonaro (PL) e, nesse sentido, o melhor amigo que ele poderia querer atende pelo nome de Gilson Machado (PL).
Apesar de seu trabalho em Jaboatão ter sido importante, alcançar a dimensão de um candidato competitivo para o governo de Pernambuco depende de aproveitar o potencial bolsonarista na região.
O presidente alcança cerca de 20% nas pesquisas em Pernambuco. Anderson ainda não chega a isso, por causa da identificação de muitos desses eleitores com candidatos de força regional, como Miguel Coelho (UB) e Raquel Lyra (PSDB).
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Para quebrar essa barreira não existe, hoje, uma referência maior ao bolsonarismo que o pré-candidato ao Senado e ex-ministro do Turismo. Um exemplo de como Gilson é a melhor ponte nesse caminho foi a convenção do PL no Rio de Janeiro.
Mesmo tendo sido colega de Bolsonaro na Câmara Federal, estar com Gilson foi o que permitiu que Ferreira fosse ao palco, fizesse vídeos e circulasse com muito mais facilidade no evento.
O público bolsonarista gritava o nome de Gilson. E Anderson estava ali, junto.
Todos os políticos locais que tentaram colar a imagem no atual presidente tiveram esse aspecto enfraquecido com o passar do tempo. A delegada Patrícia, por exemplo, que chegou a ser anunciada como a candidata de Bolsonaro no Recife em 2020, hoje está com Raquel Lyra. Outros, migraram para a esquerda ou ficaram reduzidos a pequenos nichos.
Gilson seguiu sendo referência nesse sentido. Se souberem como trabalhar juntos, ele e Anderson podem se dar muito bem nesse primeiro turno da eleição.
E no segundo turno a eleição é outra. É bom lembrar.