Opinião

Na abertura da Assembleia da ONU, Bolsonaro citará combate a incêndios na Amazônia e auxílio emergencial

Leia a opinião de Cláudio Humberto

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Publicado em 22/09/2020 às 6:58
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ALAN SANTOS/PR
Presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) - FOTO: ALAN SANTOS/PR
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Diplomacia em fala na ONU

O presidente Jair Bolsonaro já gravou o vídeo do discurso de abertura da 74ª Assembleia Geral das Nações
Unidas, a ser exibido às 10h15 desta terça (22), no qual a linguagem diplomática será utilizada para citar
avanços no combate a incêndios da Amazônia e lembrar que o Brasil é vítima dos interesses contrariados de
rivais no agronegócio e de ONGs que perderam dinheiro e influência em seu governo. Também descreverá as
respostas do País à crise da pandemia, como o auxílio emergencial que protegeu os mais pobres e ainda os
fez sair da linha de pobreza.

O discurso adota tom mais ameno que a fala do ministro Augusto Heleno (GSI), nesta segunda (21), mas não deixará críticas sem resposta. Bolsonaro também vai se associar às críticas à ditadura venezuelana,
reafirmando os compromissos do seu governo com a democracia. O presidente fará acenos aos demais
países, de olho na candidatura do Brasil a assento temporário no Conselho de Segurança, ano que vem.

Pantanal: fogo acidental

A crítica do ministro do GSI, general Augusto Heleno, sobre os motivos escusos envolvidos em acusações
sobre incêndios no Pantanal encontra respaldo em peritos do Centro Integrado Multiagências de
Coordenação Operacional que analisaram queimadas no MT e MS. Análises revelaram que o governo foi
'culpado' por curtos-circuitos em máquinas agrícolas, rompimento de cabos de alta tensão e acidentes de
trânsito que iniciaram o fogo que, com clima seco, destruiu milhares de hectares.

O aproveitamento político foi obtido no ano passado com a 'Amazônia em chamas', que depois uma ONG
reconheceu ter sido dentro da média. Os peritos também encontraram evidências de incêndio iniciado pela
'queima de raízes para o uso de fumaça a fim de retirar os favos de mel'.

'Milhares de propriedades rurais no Pantanal e o fogo começou em 5 ou 6', disse a senadora Simone Tebet, ao criticar a 'cegueira ideológica'. Curiosamente, o recorde de focos de incêndio na região era de 2005, na era Lula, mas o governo petista jamais foi denominado de 'incendiário'.

Greve inútil

Após uma greve sem sentido, destinada a manter regalias como o vale-peru, os Correios saem ainda mais
fragilizados e os funcionários, além da folga anual, com apenas 2,5% de reajuste.

É pessoal?

Um dos líderes dos médicos peritos deu ontem, na Rádio Bandeirantes, uma pista sobre sua incansável
hostilidade à cúpula atual do INSS: a mulher dele já não faz parte da direção a autarquia. Ah, bom.

Ativismo

ONGs europeias e indígenas da Colômbia e Brasil, claramente a serviço de rivais do Brasil no agronegócio,
pressionam supermercados da França, como o Casino, a 'rastrear a carne ilegal que vende na América do
Sul'. O objetivo é inviabilizar o comércio, não ajudar o meio-ambiente.

Golpe

O presidente do TRE-SP, desembargador Waldir Sebastião de Nuevo Campos Júnior, não acredita em
eventual golpe de prefeitos que, mal nas pesquisas, decidam adiar a eleição alegando pandemia: 'É a Justiça
Eleitoral que define data de eleição', avisa.

Dois lados

O chanceler Ernesto Araújo comemorou a parceria e a nova cota de 310 mil toneladas de açúcar a ser
exportado do Brasil aos EUA. O problema é o custo disso: importação a taxa zero de etanol podre, à base de
milho.

Crédito no NE

O Ministério do Desenvolvimento Regional realizou 47,2 mil operações de crédito no Nordeste, desde abril,
com pequenos empreendedores. O governo da Bahia, do petista Rui Costa, até parece aliado do governo
Bolsonaro: levou R$ 319,1 milhões em 7.142 contratos.

Frase

É necessário fazer a integração da região Norte com o resto do Brasil', Tarcísio Freitas (Infraestrutura)
defende a pavimentação da BR-319, no Amazonas

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