Opinião

Brasil já conta com acordos para adquirir 402 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus

Leia a opinião de Cláudio Humberto

JC
JC
Publicado em 08/01/2021 às 6:54
Notícia

SAMEER Al-DOUMY/AFP
VACINA CONTRA COVID-19 - FOTO: SAMEER Al-DOUMY/AFP
Leitura:

Vacinas para 201 milhões

Com o anúncio do ministro Eduardo Pazuello (Saúde) da compra de 100 milhões de doses da Coronavac junto ao Instituto Butantan, o Brasil já conta com acordos para adquirir 402 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus. Como a maioria dos imunizantes deve ser aplicado em duas fases, as doses garantidas pelo governo federal já são suficientes para imunizar 201 milhões de pessoas, ou 95% da população brasileira. Segundo Pazuello, serão 15 milhões de doses da vacina de Oxford até fevereiro e mais 85 milhões produzidas pela Fiocruz no 1º semestre. O acordo anunciado pelo ministro com o Butantan garante 46 milhões de doses da Coronavac até abril e outras 54 milhões até o final do ano. A Fiocruz ainda terá capacidade de produzir outras 160 milhões de doses ao longo do segundo semestre, garantindo continuidade da imunização. A Covax Facility, grupo da OMS, garante ao Brasil mais 42 milhões de doses de qualquer das vacinas participantes, incluindo Pfizer e Sputnik5.

Em 2006 não gerou tanta reação

Em junho de 2006 a Câmara dos Deputados, em Brasília, foi invadida por centenas de manifestantes de um certo "MLST", dissidência ainda mais porralouca do MST. Tocaram o terror por 1h20m. Feriram 41 pessoas, depredaram, invadiram o interior do prédio com um carro e o viraram... Muitos protestaram contra o ataque à democracia e ao nosso Legislativo, mas nada parecido com o que se viu nesta quarta (6) em Brasília, após a invasão igualmente grotesca ao Congresso dos Estados Unidos. Na quarta, deputados protestaram, e ministros do STF e TSE subiram no palanque com insinuações de que Bolsonaro repetirá Trump em 2022. Em 2006, deputados do PT e Psol, que hoje gritam contra a invasão no Capitólio, impediram a prisão dos liderados de um tal Bruno Maranhão. A tolerância quanto aos invasores da Câmara tinha explicação: Lula era o presidente e, afinal, os invasores eram seus eleitores (e de carteirinha).

Quem matou?

Foi covarde e cruel o tiro à queima-roupa que matou a veterana da Força Aérea dos EUA, Ashli Babbitt, na invasão ao Capitólio. Mas ninguém está nem aí. É como se, por ser defensora de Trump, ela merecesse morrer.

4 assassinatos

Durante todo o dia de ontem só se falava nas investigações para apurar os responsáveis pela invasão grotesca ao prédio do Capitólio. Não se viam notícias sobre apuração dos quatro assassinatos.

Situação crítica

Em Manaus, nesta quinta-feira (7), o deputado Arthur Lira (AL), líder do PP e candidato a presidente da Câmara, anunciou gestões junto ao governo federal para a vacinação contra covid começar no Amazonas.

Se lhe aparece

Para a Contag, as causas da miséria são a inflação, gás, energia e "falta de compromisso dos governos Temer e Bolsonaro". Com memória necrosada, esqueceram a crise da pandemia, a mais grave de sempre.

Maioria

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) beneficiou 476 agricultores familiares no DF e entorno em 2020 com compra de R$2,17 milhões em produtos agrícolas. Segundo a Conab, foram 295 mulheres beneficiadas.

Na Suiça

A Suíça tem mais mortos por milhão de habitantes que o Brasil, em 24º lugar no ranking divulgado pelo jornal francês Le Monde. Mas os correspondentes brasileiros escondem os dados da pandemia na Suíça.

Frase

"O que nos atende é o que é fabricado no Brasil", Pazuello (Saúde) ao anunciar compra de 100 milhões de doses de vacinas do Butantan.

Ato de guerra

Completa um ano nesta sexta (8), impune, a explosão do Boeing da Ukraine Airlines que matou 176 pessoas. O avião foi abatido por forças militares do Irã, após a decolagem do aeroporto de Teerã.

 

Comentários

Últimas notícias