Opinião

Maia e Alcolumbre chegam ao fim de suas presidências com a marca da mediocridade

Leia a opinião de Cláudio Humberto

JC
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Publicado em 01/02/2021 às 7:12 | Atualizado em 01/02/2021 às 7:13
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre - FOTO: Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Vão tarde

Maia e Alcolumbre chegam ao fim de suas presidências com a marca da mediocridade: poderia ter feito história com a renúncia de Bolsonaro ao "presidencialismo de coalização". Em vez de liderar a transformação, preferiram brigar por cargos. Maia até virou inimigo do presidente.

Reforma ministerial

Ao admitir a recriação de ministérios, o presidente Jair Bolsonaro apenas sinalizou que será mais limitada do que se supõe a reforma ministerial prevista para depois das eleições às mesas diretoras da Câmara e do Senado. O presidente pretende usar os ministérios ressuscitados para contemplar os aliados com os cargos que reclamam. Mas ele já avisou, e o centrão assentiu, que não abrirá mão de escolher os próprios ministros. O presidente admite indicações técnicas de parlamentares para cargos de segundo e terceiro escalões. Ministros, nem pensar. Bolsonaro concorda com em abrir espaço para ter apoio no Congresso, mas se sente desconfortável com a ideia de dispensar seus ministros. Um princípio de ouro entre militares explica a dificuldade de Bolsonaro de demitir ministros: não abandonar companheiros no campo de batalha. A recriação de alguns ministérios (Cultura, Esportes e Pesca) permitiria a Bolsonaro manter quase todos os seus atuais ministros.

PP busca romper hegemonia

Se for eleito presidente da Câmara nesta segunda (1º), Arthur Lira (AL) será o terceiro deputado do PP no cargo, rompendo longa hegemonia do DEM, MDB e PT e esperança de estabilidade do partido nessas funções. Parlamentar experiente e mestre do relacionamento com os colegas, Lira deverá ser votado por todos os segmentos da Câmara, inclusive partidos de esquerda, mas ninguém se engane: o deputado alagoano sabe ser tão afável no trato com aliados quanto implacável contra adversários. A certeza de aliados de Lira é que sua presidência em nada lembrará os lamentáveis Severino Cavalcanti e Waldir Maranhão, ambos do PP. Severino Cavalcanti (PE) foi o primeiro presidente da Câmara filiado ao PP. Eleito em 2005, renunciou 7 meses depois, enrolado em denúncias. Waldir Maranhão (MA), vice de Eduardo Cunha, foi "convencido" por Flávio Dino (PCdoB) e quase "anulou" a cassação de Dilma. Vexame.

Pesquisa

No Planalto, o levantamento do Paraná Pesquisas deu duas alegrias: a liderança de Bolsonaro para as eleições presidenciais de 2022, e o desempenho de João Dória (PSDB), o mais fraco dos pré-candidatos.

Ócio

Alijando Mourão das decisões, Bolsonaro ignorou uma das regras de ouro do poder: vice-presidente não pode ficar sem ocupação. Mas o ócio da Vice-Presidência não afetou o general e sim a sua assessoria.

Votos

Na inauguração da duplicação da ponte de Propriá (SE) a Porto Real do Colégio (AL), no rio São Francisco, o senador e ex-presidente Fernando Collor pediu o início de projeto de uma outra ponte, antiga reivindicação da região, entre Penedo e Neópolis. Foi atendido imediatamente.

Insaciáveis

O primeiro mês do ano mal se encerrou e os deputados federais já receberam mais de R$ 461 mil a título de auxílio-moradia. O valor foi distribuído entre 107 deputados, dos quais 49 recebem em dinheiro.

TRT 

Empresas distribuidoras do mesmo grupo econômico há duas décadas, Globo e Dinor foram condenadas na 19ª Vara do Trabalho de Recife a indenizar 5 ex-funcionários. Não pagaram e ainda transferiram a dívida para outra, Imediata Distribuidora, que nada tem com o caso. Essa Justiça do Trabalho...

 

Frase

"Brasil e Índia, uma parceria que veio para ficar", presidente Bolsonaro comemora elogios do embaixador indiano à parceria com o país.

 

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