Opinião

Busca por holofotes na CPI da Covid talvez tenha impedido senadores de verem que vacinação contra a doença avançou

Nos últimos 58 dias, o Brasil aplicou mais de 44,5 milhões de doses nos braços dos brasileiros, o que equivale a uma média de 768 mil vacinas aplicadas a cada dia. Leia a opinião de Cláudio Humberto

Cláudio Humberto
Cláudio Humberto
Publicado em 10/06/2021 às 6:43
Análise
MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO
INVESTIGAÇÕES Entre os motivos da reprovação está a CPI da Covid - FOTO: MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO
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Desde a criação da CPI

A CPI da covid foi criada no dia 13 de abril e a busca por holofotes talvez tenha impedido os senadores de observarem que ao longo dos seus 58 dias de funcionamento, com muita lacração e bate-bocas, a vacinação contra covid-19 avançou. Com isso, nos últimos 58 dias, o Brasil aplicou mais de 44,5 milhões de doses nos braços dos brasileiros, o que equivale a uma média de 768 mil vacinas aplicadas a cada dia.

Essa quarta também foi importante pela marca de 76 milhões de doses aplicadas desde o início da campanha de vacinação contra a covid.

Atualmente, o governo já disponibilizou mais de 105 milhões de doses e essa diferença de 30 milhões de doses garante a 2ª aplicação. É como se o Brasil tivesse vacinado, nesses 58 dias, quase toda a população da Argentina com uma dose. Ou todo Chile com duas doses.

Tão antiga quanto governos

Citado na CPI, e nas manchetes, como algo irregular e até "criminoso", o suposto "gabinete paralelo" do governo Jair Bolsonaro é uma das mais tradicionais instituições de poder. Não há chefe de governo, de qualquer nível ou país, que prescinda da opinião de pessoas de fora da gestão. Franklin Delano Rossevelt, considerado o melhor presidente da História dos Estados Unidos, governava sob aconselhamento diário do "kitchen cabinet" ou "gabinete da cozinha", o "gabinete paralelo" da Casa Branca.

No Brasil, Lula decidia mediante consulta de um "estado maior" petista, assim como FHC recorria a empresários e ex-colegas de cátedra. O ex-presidente José Sarney gostava de consultar o talentoso jornalista e astrólogo Getúlio Bittencourt antes de qualquer decisão importante.

Justocracia

O ministro Luís Roberto Barroso intrigou deputados ao afirmar em plena Câmara que o TSE irá adotar o voto impresso se o Congresso aprovar e se o Supremo "validar". A menos que o STF legislador tenha alterado a Constituição, não lhe cabe "validar" decisões de outros poderes.

Desperdida

Após um articulista da Folha de S. Paulo inventar um "despiora" para não sofrer registrando a melhora da economia, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) não perdeu a piada: "Vamos desperder a eleição do próximo ano".

Ignorante

O milongueiro Alberto Fernández, presidente da Argentina, é bem mais ignorante do que sugere sua aliança com a esquerda brasileira. Ele afirmou na TV: "Os mexicanos vieram dos índios, os brasileiros vieram da selva e nós, os argentinos, chegamos com os barcos da Europa".

Frase

Servir ao Brasil sempre fez parte da minha vida" - Elcio Franco, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, sobre compra de vacinas

Justíssima

A oposição terá dificuldades de explicar, na reunião desta quinta (10) da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, declarações xenofóbicas do presidente argentino. Um dos membros, Eduardo Bolsonaro, que tem sido acusado de preconceito com a China, vai cobrar uma posição.

Custo Brasil

Nos dez meses entre a apresentação da denúncia e a aprovação da cassação no Conselho de Ética, a deputada Flordelis custou ao Brasil mais de R$ 1 milhão apenas entre salários e cota parlamentar.

Pais do santo

Antônio Carlos Magalhães (ACM) não foi o primeiro e nem o último governante baiano a recorrer aos conselhos dos babalaôs.

 

 

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