COLUNA CLÁUDIO HUMBERTO

Lula e PT temem aprovação da emenda que restabelece a prisão após condenação em 2ª instância

A votação da proposta, na comissão especial da Câmara, foi retirada de pauta três vezes, só esta semana. A voz de comando é de Lula, de acordo com um senador do campo de esquerda

Cláudio Humberto
Cláudio Humberto
Publicado em 09/12/2021 às 6:30
JULIEN DE ROSA / AFP
"Nós esperávamos um Brasil desenvolvido em 2022, com 200 anos da independência. E chegamos aqui com uma crise sanitária e um presidente irresponsável", declarou Lula - FOTO: JULIEN DE ROSA / AFP
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Manobra do PT e "puxadinhos" provocou retirada de pauta da votação da proposta de emenda constitucional que restabelece a prisão após condenação em 2ª instância. Há políticos, grande parte petista, que morrem de medo dessa regra como o diabo da cruz. A votação da proposta, na comissão especial da Câmara, foi retirada de pauta três vezes, só esta semana. A voz de comando é de Lula, de acordo com um senador do campo de esquerda. Lula não quer ouvir falar nisso. A regra esteve em vigor por decisão do Supremo, mas, quando Lula foi preso após condenado em 2ª instância, o mesmo STF mudou de ideia. A soltura de Lula, após o recuo do STF, acabou por viabilizar sua pré-candidatura e a aniquilação dos processos. Apesar de tantas vitórias na Justiça, Lula responde por crimes de corrupção, lavagem, etc, e teme nova condenação em 2ª instancia. Advogados experientes não acreditam em nova condenação que devolva Lula ao xilindró. Acham que as decisões judiciais o blindaram.

Foi derrota da oposição


A promulgação "fatiada" da PEC dos Precatórios pelo Congresso foi percebida em Brasília como uma derrota da oposição, habituada a ganhar no grito (e no Supremo), e vitória do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que recorreu à paciência de Jó para conseguir convencer o roda-presa Rodrigo Pacheco, pré-candidato a presidente, a apoiar a idéia de promulgar o que, afinal, já estava aprovado. A parte promulgada não inclui precatórios, para frustração dos banqueiros. A promulgação virou uma sessão deliberativa, pela falta de liderança e sobretudo de autoridade de Rodrigo Pacheco, mas ocorreu o previsto. As partes da PEC promulgadas abrem espaço de mais de R$ 62 bilhões no teto de gastos, além de garantir o pagamento do Auxílio Brasil. A vitória do governo não foi conclusiva. A Câmara precisa ainda aprovar a parte dos precatórios e o Auxílio Brasil permanente.

Do meu bolso


Aproveitando-se da lei que dá a ex-presidentes, além de assessores, seguranças e carros com motoristas, Lula gastou R$312 mil em recente passeio à Europa, com objetivo de falar mal do Brasil. O valor foi obtido pela rádio Itatiaia, de BH, por meio da Lei de Acesso à Informação.

Reforço no DF


Governador do DF, Ibaneis Rocha comemorou as mais de 10 mil doses de vacina Janssen que chegaram a Brasília "como dose de reforço para quem já havia recebido a dose única desse imunizante", disse.

14 anos e nada?


José Medeiros criticou Gleisi Hoffmann (PT-PR) por sua preocupação com a pobreza menstrual, que afeta 40% das mulheres pobres: "14 anos no poder, ministra da Casa Civil, não fez nada e está indignada?".

Mesma moeda


O governo ainda não reagiu à ingerência francesa na política brasileira, aliciando opositores, mas amadurece o convite a Éric Zemmour, candidato de oposição a Emmanuel Macron, para visitar a Amazônia.

É essencial


Na esteira da revolução prevista pelo 5G, ministérios da Educação e das Comunicações investirão R$ 140 milhões no Programa Internet Brasil para garantir conexão de qualidade a alunos de baixa renda.

Do zero


Eduardo Cunha teve condenação por corrupção anulada, mas ele não foi inocentado, destaca a mestre em Direito Penal, Jacqueline Valles: "Ganha mais tempo, já que o processo começa praticamente do zero".

Frase


Jamais faria isso" - Governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sobre tornar a vacina obrigatória

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