Coluna Cláudio Humberto

De 2018 para cá, fundão eleitoral subiu 188% e está em R$ 4,9 bilhões

O aumento é ainda mais pornográfico quando comparado ao do salário-mínimo no mesmo período. Em 2018, o valor era de R$ 954 e teve alta de 27% para chegar aos atuais R$ 1.212

Cláudio Humberto
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Cláudio Humberto
Publicado em 07/03/2022 às 8:46 | Atualizado em 07/03/2022 às 11:20
José Cruz/Agência Brasil
Lucro do FGTS em 2021 será distribuído aos trabalhadores - FOTO: José Cruz/Agência Brasil
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O Supremo Tribunal Federal decidiu que o fundão eleitoral é imoral, mas não é inconstitucional. Assim, o Congresso tem o poder de meter a mão no bolso do cidadão e tirar o dinheiro para bancar suas campanhas. O aumento é ainda mais pornográfico quando comparado ao do salário-mínimo no mesmo período. Em 2018, o valor era de R$ 954 e teve alta de 27% para chegar aos atuais R$ 1.212, enquanto o fundão eleitoral foi de R$ 1,7 bilhão em 2018 e inchou 188,2% para os R$ 4,9 bilhões atuais. Com aumento do valor das campanhas sete vezes maior, a parte do salário que vai para essa excrescência também será sete vezes maior. Apesar da disparada durante a pandemia, a inflação oficial (IPCA) teve alta de 25% e a bolsa subiu 34,3% em quatro anos. Nem chegam perto. Para o advogado do partido Novo, Paulo Roque Khouri, o Congresso ganhou "carta branca para alterar sem critérios as leis orçamentárias". Criado em 2017, o fundão eleitoral foi criado pelo Congresso após o STF proibir o financiamento privado de campanhas políticas.

Entusiasmo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, detalhou os planos do Brasil para ingressar na OCDE, durante palestras a investidores em sua visita a Nova York e Miami. Estrangeiros (e brasileiros) saíram animados.

Pesquisas confundem eleitor

O eleitor anda confuso. São muitas incertezas e novidades como federações partidárias, que promovem
casamentos inesperados, como do MDB com União Brasil. E ainda tem o Lula enrolando o conservador Geraldo Alckmin, prendendo-lhe o rabo, em um jogo de insinuações. Mas a maior confusão é nas pesquisas, que variam para além das margens de erro. Deixaram de ser técnica para virar crença. A vantagem de Lula para Bolsonaro, por exemplo vai de 8 a 17 pontos. Para o Ipespe de Lavareda, Lula mantém vantagem sobre Bolsonaro no 1º turno desde novembro (44% x 24%). Em fevereiro, era 43% a 26%. O Paraná Pesquisa apontou que Lula ampliou a diferença de novembro (35% a 29%) para fevereiro (40% a 29%): 11 pontos à frente. No PoderData, a vantagem de Lula despencou quase dez pontos desde o fim de 2021 e fechou em 8% a semana; 40% a 32%, no 1º turno.

Desequilíbrio

Sobre a informação de que o PT pagou a defesa de Lula com verbas públicas, a deputada Janaína Paschoal lembrou que um cidadão precisa "passar por vários filtros, para receber atendimento na Defensoria".

Boa notícia

O Brasil tem atualmente o menor número de casos ativos de covid-19 desde 22 de janeiro. Esta semana, esse número deve cair abaixo de 1,4 milhão pela primeira vez em mais de 40 dias.

Retratos

Na semana do Carnaval, o Paraná Pesquisas e o catarinense IPC registraram levantamentos eleitorais
nacionais no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os resultados serão divulgados na próxima semana.

Alegação

Como no Auxílio Brasil, opositores e seus aliados na mídia criticam a redução de impostos, após a
defenderem durante anos, por temerem que Jair Bolsonaro se beneficie eleitoralmente. Querem impostos altos.

P da questão

O domínio da Petrobras ajuda a explicar a alta dos combustíveis no Brasil. Para o economista Ricardo
Caldas, ao diminuir atuação fora da atividade central, a estatal traz "competitividade ao mercado
nacional".

Frase

"Não temos a capacidade de resolver esse assunto". Bolsonaro explica a posição de 'equilíbrio' do
governo brasileiro em relação à Ucrânia

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