COLUNA ENEM E EDUCAÇÃO

Enem: Depois de conhecer o novo formato do exame, expectativa agora é pelo que vai cair nas provas

Caberá ao Inep definir as matrizes para nortear a confecção das provas do Enem a partir de 2024, quando será implementado o novo modelo do exame

Margarida Azevedo
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Margarida Azevedo
Publicado em 17/03/2022 às 19:57 | Atualizado em 17/03/2022 às 20:00
FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Provas foram neste domingo - FOTO: FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
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Depois da divulgação de como será o modelo do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2024, a expectativa agora é pela definição das matrizes que vão ser usadas na elaboração das perguntas da segunda parte da avaliação. Não se sabe ainda quais conteúdos serão cobrados no teste que englobará os itinerários formativos. A promessa do Ministério da Educação é fazer essa divulgação ainda este ano, mas sem estipular data.

A informação é importante para que as escolas e redes de ensino organizem a preparação dos seus estudantes. Caberá ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do MEC responsável pelo exame, formular essas matrizes.

Também definir quantas questões terão as provas, assim como o formato delas. O MEC já sinalizou que pretende incluir quesitos subjetivos. Atualmente, o Enem tem 180 questões de múltipla escolha, distribuídas em quatro provas objetivas (ciências humanas, ciências da natureza, matemática e linguagens), e uma redação.

"É urgente que saibamos essas matrizes o quanto antes. Já estamos atrasados com isso pois o 1º ano do ensino médio já começou e o planejamento foi feito sem saber essas matrizes", observou o presidente do Sindicato das Escolas Privadas de Pernambuco (Sinepe), José Ricardo Diniz. Para ele, o novo Enem está coerente com o novo ensino médio.

José Ricardo considera positiva a inclusão de questões discursivas, mas receia que a avaliação das respostas, por parte dos corretores, será complexa. "Mesmo que haja uma correção guidada, como acontece com a prova de redação", diz o presidente do Sinepe.

A secretária executiva de Educação de Pernambuco, Ana Selva, também destacou a importância da definição das matrizes da segunda parte do Enem o mais rapidamente possível. "Porque para o primeiro dia do novo Enem já sabemos que será baseado na BNCC. O desafiador é conhecer logo, dentro do bloco dos itinerários formativos, o que será avaliado", comenta Ana. "Quanto mais rápido soubermos as matrizes, melhor para organização das redes e adoção de ajustes, caso sejam necessários", complementa.

Ana é quem coordena, em Pernambuco, a implementação do novo ensino médio nas escolas da rede estadual. Ela elogiou o fato do Grupo de Trabalho composto pelo MEC ter se debruçado sobre os currículos adotados pelos Estados brasileiros.

A secretária também gostou da possibilidade de adoção de bônus para os candidatos que escolherem a formação técnica e profissional como itinerário formativo no ensino médio. E igualmente ficou satisfeita com a inclusão de questões subjetivas. "Dá mais completude à avaliação", comenta Ana.

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