Cenário econômico em Pernambuco, no Brasil e no Mundo, por Fernando Castilho
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Por Fernando Castilho
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Para Petrobras, só alinhamento de preço internacional garante mercado brasileiro abastecido

Petrobras diz que legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados,

Fernando Castilho
Fernando Castilho
Publicado em 18/02/2021 às 12:05
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Novos valores começam a valer a partir desta sexta-feira. Nova política de preços da Petrobras foi anunciada em junho - FOTO: Foto: ABr
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A Petrobras está reagindo às críticas de que é a grande vilã dos preços dos combustíveis no Brasil. Nesta quinta-feira (18), ao anunciar que, a partir desta sexta-feira (19), os valores médios nas refinarias serão de R$ 2,48 por litro para a gasolina e R$ 2,58 por litro para o diesel, a companhia apresentou o argumento de que alinhamento dos preços ao mercado internacional é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento.

É uma tentativa de esclarecer a enorme confusão que se criou quando ela anuncia um aumento (o de amanhã vai acrescentar R$ 0,23 no preço do diesel e de R$ 0,34 no litro da gasolina) e dizer que a composição dos preços no Brasil tem diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões como distribuidores, importadores e outros refinadores, além da Petrobras. Lembra também que esse mesmo equilíbrio competitivo é responsável pelas reduções de preços quando a oferta cresce no mercado internacional, como ocorrido ao longo de 2020.

Na comunicação dos novos preços, a Petrobras afirma que os preços praticados pela empresa e suas variações - para mais ou para menos - associadas ao mercado internacional e à taxa de câmbio, têm influência limitada sobre os preços percebidos pelos consumidores finais.

Por isso, o preço da gasolina e do diesel vendidos na bomba do posto revendedor é diferente do valor cobrado nas refinarias da Petrobras.

Até chegar ao consumidor, são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis.

O comunicado também faz lembrar que a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados. A mudança no preço final dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis.

A Petrobras também trouxe a informação de que, segundo pesquisa da Globalpetrolprices.com abrangendo 167 países, o preço médio da gasolina ao consumidor final no Brasil está 17% inferior à média global e ocupa a 56ª posição do ranking sendo, portanto, inferior aos preços observados em 111 países.

No caso do diesel, o preço final no Brasil está 28% inferior à média global e ocupa a 43ª posição do ranking.

A Petrobras informa que na composição do preço da gasolina a sua participação é de apenas 33% do preço final onde a média nacional do ICMS chega a 28% do preço. Já no óleo diesel, sua participação é de com o ICMS ficando em 14% do preço na bomba.

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