COLUNA MOBILIDADE

Pedestre é atropelado em Paulista, no Grande Recife, câmera flagra e deixa evidente a insegurança viária; veja vídeo

A cena é forte, mas precisa ser mostrada para tentar sensibilizar o poder público por mais travessias seguras e menos velocidade nas vias

Roberta Soares
Roberta Soares
Publicado em 30/04/2021 às 17:58
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REPRODUÇÃO DE VÍDEO
Brutalidade do atropelamento assusta - FOTO: REPRODUÇÃO DE VÍDEO
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As imagens exibidas no vídeo abaixo são perturbadoras. Mostram o momento exato em que um pedestre é atropelado por uma motocicleta no bairro do Janga, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR). A brutalidade do impacto impressiona. Mesmo assim, a Coluna Mobilidade resolveu divulgar o vídeo, enviado pela ONG Mobilidade Ativa em Paulista, para destacar a fragilidade dos pedestres no trânsito. E, consequentemente, para gritar aos quatro cantos porque é tão necessário reduzir a velocidade das vias e implantar mais e mais semáforos para garantir a travessia segura das pessoas.

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Antes que as pessoas comecem a julgar e digam que o pedestre se arriscou, é importante lembrar que, na Avenida Dr. Cláudio Gueiros Leite (Rodovia PE-001) e em muitas vias de Pernambuco e do País, a travessia só acontece se as pessoas se “arriscarem”. Vejam que a faixa de pedestres existente no corredor está apagada e não é respeitada pelos veículos que passam por ela, mesmo depois que a vítima já tinha iniciado a travessia. Todos, sem exceção, sequer reduzem a velocidade. Não há semáforo e, para potencializar ainda mais o perigo, o tráfego é em sentido duplo. O sinal mais próximo fica a mais de um quilômetro do local. O atropelamento aconteceu no dia 28 de abril.

 

Paulo Pontes, da ONG Mobilidade Ativa em Paulista, lembra que os eventos de trânsito são comuns ao longo da Avenida Claudio Gueiros, principalmente atropelamentos, sem grandes interferências do poder público - Prefeitura de Paulista e Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PE). “A insegurança viária predomina e esse vídeo, infelizmente, é apenas mais um flagrante dela. Aproximadamente uma hora depois do atropelamento aconteceu uma colisão entre veículos no mesmo ponto e, no dia seguinte, outra. Não há fiscalização eletrônica nem presencial, a velocidade da via é de 60 km/h, mas as faixas largas (com 3,5 metros) fazem com que os condutores transitem em velocidades muito superiores, não há semáforos suficientes e, como falta fiscalização, é comum que os motoristas avancem o semáforo. As pessoas atravessam no risco porque os condutores não param. Em momentos de pico, pode-se esperar mais de meia hora para atravessar os 14 metros de faixa”, denuncia.

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