OPINIÃO

Um dos mais prejudicados pela pandemia, setor cultural aguarda assinatura de Bolsonaro para receber socorro

A Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc (1946 - 2020) destina R$ 3 bilhões para estados municípios utilizarem os recursos em ações emergenciais de apoio à cultura

Romoaldo de Souza
Romoaldo de Souza
Publicado em 17/06/2020 às 7:46
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DIEGO NIGRO/ACERVO JC IMAGEM
O setor cultural foi um dos que mais sofreram seja pela informalidade, seja pela total falta de condições para que os profissionais dessa importante área voltem a trabalhar - FOTO: DIEGO NIGRO/ACERVO JC IMAGEM
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Um dos setores mais prejudicados com a crise financeira provocada pela pandemia do coronavírus, ainda aguarda um socorro aprovado pelo Congresso Nacional, enquanto espera a assinatura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc (1946 - 2020) destina R$ 3 bilhões para estados municípios utilizarem os recursos em ações emergenciais de apoio à cultura. Com os recursos poderá ser garantida uma ajuda aos trabalhadores do setor além da manutenção de espaços artísticos e culturais.

Os mais de 5,5 mil municípios ficarão com metade dos recursos. A outra metade será administrada pelos governos estaduais, levando em conta o tamanho da população.

Bolsonaro tem prazo até a próxima sexta-feira, mas pelo valor considerado irrisório, em razão dos vultosos investimentos do governo federal, bem que o lema do ministro da Economia Paulo Guedes - “Ninguém Fica para Trás” - poderia fazer o Planalto apressar o passo e liberar os recursos.

O setor cultural foi um dos que mais sofreram seja pela informalidade, seja pela total falta de condições para que os profissionais dessa importante área voltem a trabalhar.

A lei leva o nome do cantor e compositor fluminense, Aldir Blanc, morto em 4 de maio passado, vítima do coronavírus. O “Bêbado e a Equilibrista”, na voz de Elis Regina (1945-1982) foi uma das canções que embalaram os sonhos de muitos brasileiros na resistente luta pela redemocratização do país. O “Hino da Anistia” termina com o marcante verso: “A esperança equilibrista, Sabe que o show de todo artista, tem que continuar”.

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