Pura encenação!
Abraços, cumprimentos e tapinhas das costas, quando os personagens são do mundo da política, a gente sabe que mesmo que numa linguagem figurada, poderiam muito bem serem substituídas por punhaladas.
E eu explico o porquê!
Ontem, houve uma reunião no Palácio da Alvorada, estavam lá, presidentes da Câmara, do Senado, da República, ministro da Economia, lideres do Centrão. Cada um deles com um objetivo, uma visão de gastos públicos, ou até mesmo sobre reformas administrativa e tributária.
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Só aí, já teríamos um emaranhado de ideias e de objetivos que dificilmente se encontrão. Por quê? O ministro da Economia, Paulo Guedes, não quer nem ouvir falar de quebrar a regra do teto de gastos. Já os parlamentares - que no Congresso Nacional - poderão dar votos nos projetos do governo, esses estão pouco se incomodando com o limite nos gastos.
Quando sobe nas tamancas, Paulo Guedes ameaça abandonar o barco, mas o ministro da Economia já se deu conta que se ele deixar hoje o governo, o presidente Jair Bolsonaro enfrentaria dificultas na cruzada pela reeleição.
O presidente da República já foi advertido que em vez de ficar nessa conversa mole dizendo que o país está bem preparado para enfrentar a crise econômica que se avizinha, Bolsonaro deveria parar de ”enxugar gelo” e tirar da gaveta o projeto de reforma do Estado. Sem isso, é perda de tempo.
É como diz o poeta português Fernando Pessoa (1888 — 1935) Sopra o vento, sopra o vento. Sopra alto o vento lá fora; Mas também meu pensamento. Tem um vento que o devora.
Pense nisso!
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