Romoaldo de Souza

Queda de braço envolvendo presidente, governadores e Congresso pela redução dos combustíveis ainda não deu resultado

Se em ano de eleições, deputados, senadores, governadores e até o presidente da República não conseguirem essa difícil redução nos impostos e tributos que incidem sobre os combustíveis, até o cafezinho nosso de todo dia vai continuar chegando à xícara do consumidor por um preço cada vez mais "amargo".

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Romoaldo de Souza
Publicado em 11/02/2022 às 8:27
GUGA MATOS / JC IMAGEM
A gasolina está há quase cem dias com o preço congelado nas refinarias da Petrobras - FOTO: GUGA MATOS / JC IMAGEM
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A queda de braço envolvendo o governo federal, o Congresso Nacional, os governos estaduais, em busca de reduzir o preço dos combustíveis por enquanto não deu resultado. No Congresso, deputados e senadores zanzam para cima e para baixo com projetos de lei, propostas de emenda à Constituição, pedindo apoio e prometendo milagres. Os governadores chegaram a congelar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), mas logo deram meia-volta e a alíquota voltou ao patamar do ano passado.

Entre as mais “brilhantes” ideias, uma foi apontada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que está pregando a redução da carga tributária, pelos governadores estaduais. “Na esteira do que venho dizendo há meses, a arrecadação dos Estados aumentou significativamente, o que justifica a redução, por parte dos governadores, da alíquota de ICMS sobre combustíveis.”

Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) ameaça, sem dar o caminho das pedras, ir à Justiça por uma alíquota reduzida do imposto estadual: “Hoje entrei em contato com o Ministério da Justiça para que a nossa Senacon [Secretaria Nacional do Consumidor], que está atrasada no tocante a isso, comece a entrar com ações contra os Estados”, afirmou Bolsonaro.

Se em ano de eleições, deputados, senadores, governadores e até o presidente da República não conseguirem essa difícil redução nos impostos e tributos que incidem sobre os combustíveis, até o cafezinho nosso de todo dia vai continuar chegando à xícara do consumidor por um preço cada vez mais “amargo”.

Pense nisso!

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