CRIME

TJPE pode aumentar tempo de prisão da viúva do médico Denirson Paes, morto em Aldeia

Jussara Rodrigues Silva Paes foi condenada a 19 anos e oito meses de reclusão pelo assassinato do marido, em maio de 2018

Raphael Guerra
Raphael Guerra
Publicado em 20/09/2021 às 9:00
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Jussara Paes e o filho mais velho do casal são acusados pelo homicídio do médico Denirson - FOTO: Facebook/Reprodução
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A farmacêutica Jussara Rodrigues Silva Paes, de 57 anos, condenada pelo assassinato e ocultação do cadáver do marido, o médico cardiologista Denirson Paes da Silva, 54, pode ter a pena de prisão aumentada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Atualmente, a acusada cumpre pena de 19 anos e oito meses de reclusão. O caso está em análise na 2ª Câmara Criminal. 

O crime ocorreu na madrugada do dia 31 de maio de 2018, no condomínio de luxo onde o casal vivia em Aldeia, Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. Na denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Jussara Paes e o filho mais velho do casal, Danilo Paes Rodrigues, são apontados como os autores do assassinato do médico. O crime teria ocorrido porque os acusados não aceitavam a separação do casal e também teria motivação financeira. No dia em que o médico foi morto, a esposa teve acesso à foto da amante dele. O corpo da vítima foi esquartejado e jogado dentro de uma cacimba

Realizado em 2019, o júri popular condenou Jussara Paes por unanimidade. A juíza Marília Falcone determinou uma pena de 17 anos e nove meses por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e mais um ano e 11 meses de reclusão pela ocultação de cadáver do médico.

Danilo não foi julgado porque recorreu do júri popular, à época, e o processo foi desmembrado. O recurso dele foi encaminhado para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele responde ao processo em liberdade. 

RECURSO

Em relação a Jussara, o MPPE não ficou satisfeito com a pena. E pediu que fosse revisada a dosimetria da pena, fazendo incluir a personalidade do agente como desfavorável a ré em ambos os crime. Já a defesa da ré recorreu da sentença e alegou que agiu em legítima defesa. Em parecer, a Procuradoria de Justiça foi favorável ao aumento da pena. E discordou do discurso de legítima defesa.

O relator do processo é o desembargador Antônio de Melo Lima, da 2ª Câmara Criminal do TJPE, que encaminhou, na última semana, os autos para revisão da condenação de Jussara, que permanece presa. 

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