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Covid-19: Estados Unidos aprovam aplicação da vacina da Pfizer em adolescentes a partir de 12 anos

Agora, nos EUA, a vacina da Pfizer pode ser administrada a mais milhões de adolescentes, em duas injeções com a mesma dose da vacina para adultos

AFP
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Publicado em 10/05/2021 às 20:52
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Avaliação do FDA concluiu que os benefícios da vacina da Pfizer para pessoas com 12 anos ou mais superam os riscos associados à aplicação do produto - FOTO: HÉLIA SCHEPPA/SEI
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A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) anunciou, nesta segunda-feira (10), que autorizou a vacina contra covid-19, da Pfizer/BioNTech, para adolescentes de 12 a 15 anos. A medida é "um passo importante na luta contra a pandemia" e "permite que uma população mais jovem seja protegida contra a covid-19", afirmou Janet Woodcock, comissária interina da FDA, em comunicado.

Até o momento, o uso emergencial dessa vacina estava autorizado para pessoas a partir dos 16 anos. Agora pode ser administrada a mais milhões de adolescentes, em duas injeções com a mesma dose da vacina para adultos. "Os pais e responsáveis podem ter certeza de que a agência conduziu uma análise rigorosa e detalhada de todos os dados disponíveis", afirmou Woodcock.

O Canadá tornou-se, na última quarta-feira, o primeiro país a autorizar o uso do imunizante para essa faixa etária. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, já havia destacado na semana passada o papel crucial que a vacinação de adolescentes teria no desenvolvimento da vasta campanha de imunização do país. Assim que o anúncio de autorização do FDA for feito, "estaremos prontos para agir imediatamente", disse. Cerca de 20 mil farmácias devem ter condições de vacinar os adolescentes nos próximos dias, e depois as doses também serão enviadas aos pediatras, explicou. 

Duas outras vacinas foram aprovadas nos Estados Unidos, Moderna e Johnson & Johnson, ambas a partir dos 18 anos. A aliança Pfizer/BioNTech tinha apresentado o pedido de extensão da autorização de uso emergencial para sua vacina no começo de abril. Os resultados dos testes com 2.260 menores nos Estados Unidos demonstraram "respostas sólidas de anticorpos" depois de serem aplicados e a vacina foi "bem tolerada", haviam informado as duas empresas no fim de março.

Os adolescentes costumam desenvolver formas mais brandas de covid-19 do que os adultos, e por isso vaciná-los não foi uma prioridade até o momento. No entanto, eles transmitem a doença e por isso sua imunização deve ajudar a conter a pandemia. Também facilitará a reabertura de escolas em tempo integral.

De 1º de março de 2020 a 30 de abril de 2021, cerca de 1,5 milhão de jovens com idades entre 11 e 17 anos foram infectados pelo novo coronavírus, segundo as autoridades sanitárias americanas. No que diz respeito aos mais jovens, a Pfizer/BioNTech anunciou, na semana passada, que esperava apresentar nos Estados Unidos um pedido de uso emergencial, em setembro, de sua vacina para crianças de 2 a 11 anos.

O pedido de autorização do imunizante para crianças de 6 meses a 2 anos poderia ocorrer "no quarto trimestre", havia dito o chefe da Pfizer, Albert Bourla, durante uma teleconferência sobre os resultados trimestrais do laboratório americano.

 

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