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Pela primeira vez, desde novembro, todos os Estados brasileiros registram taxa de ocupação menor que 80% em leitos covid-19

A informação considera os dados disponibilizados pelas Secretarias Estaduais de Saúde

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 11/08/2021 às 17:35
HÉLIA SCHEPPA/SEI
REDUÇÃO Taxa de ocupação de leitos públicos de UTI está abaixo de 60% - FOTO: HÉLIA SCHEPPA/SEI
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O Brasil registrou, nesta quarta-feira (11), o menor índice de ocupação de leitos de terapia intensiva (UTI) e de enfermaria exclusivos para pacientes com sintomas graves de covid-19. Pela primeira vez, desde novembro de 2020, todos os Estados do País estão com taxa de ocupação menor que 80%. A informação considera os dados disponibilizados pelas Secretarias Estaduais de Saúde.

Além da ausência de unidades da federação na zona considerada crítica, representada por ocupação de 80% a 94%, apenas quatro estados se encontram hoje na zona intermediária, com ocupação entre 60% e 79%. Todos os outros estão abaixo desta marca.

Na prática, esse número quer dizer que a rede hospitalar está menos sobrecarregada e registrando menos casos graves ou gravíssimos de covid-19, o que demanda menos internações e abre leitos para receber pessoas com outros problemas de saúde, além de permitir a retomada de cirurgias e procedimentos eletivos, por exemplo.

O cenário é também reflexo da vacinação. Até agora, a primeira dose da vacina contra covid-19 chegou mais para mais de 108 milhões de brasileiros - ou seja, 68% da população acima de 18 anos. E cerca de 29% do público-alvo estão imunizados com as duas doses ou a dose única.

Outro detalhe é que, há seis dias, a média móvel de óbitos no Brasil pela covid-19 é inferior a mil. Na terça-feira (10), o índice chegou a 924,1 óbitos. É o menor número médio de mortes diárias desde o dia 15 de janeiro. A média móvel é um balanço do número de mortes registradas nos últimos 14 dias, e o dado leva em consideração a oscilação dos números de óbitos neste período.

Vacinação 

O Ministério da Saúde, desde o início da campanha de vacinação contra covid-19, distribuiu mais de 184,8 milhões de doses para todo o Brasil. Até agora, 108,8 milhões de pessoas acima de 18 anos tomaram a primeira dose, o que representa 68,8% do público-alvo. Outras 43,5 milhões de pessoas estão com o esquema vacinal completo - ou seja, tomaram a segunda dose ou foram imunizadas com dose única da Janssen. Entre agosto e setembro, o Ministério da Saúde deve receber mais de 131 milhões de doses de vacina.

Segunda dose

O Ministério da Saúde também reforça para a população sobre a importância de concluir a imunização com a segunda dose. Para que as vacinas sejam de fato eficazes, é necessário que as pessoas tomem as duas doses.

 

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