PANDEMIA

Quando vou poder tomar minha segunda dose da vacina contra covid-19?

Todas as vacinas utilizadas no Brasil - com exceção da Janssen, que é de dose única - necessitam de duas doses para imunização completa

Agência Brasil Katarina Moraes
Agência Brasil
Katarina Moraes
Publicado em 17/08/2021 às 10:05
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Tânia Rêgo/Agência Brasil
Primeiro dia da campanha estadual do Dia D de Vacinação Contra o Sarampo no Rio de Janeiro, caminhão itinerante da Secretaria Estadual de Saúde - FOTO: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O Brasil aplicou, até essa segunda-feira (16), mais de 164 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Entretanto, apenas cerca 50 milhões de pessoas estavam totalmente imunizadas, representando em torno de 24% da população, estimada em 211 milhões. Além da falta de estoque para todos os brasileiros, a não inclusão de crianças e adolescentes na campanha e o necessário intervalo entre as doses, pesam neste percentual os faltosos e as pessoas que só tomaram a primeira dose e não completaram o esquema vacinal.

No Estado de São Paulo, até esta terça (17), 70,70% da população estava vacinada com pelo menos uma dose, e 29,14% com esquema vacinal completo. Em Pernambuco, 67% das pessoas acima de 18 anos tomaram a primeira dose, enquanto 28,14% da população está de fato imunizada.

Todas as vacinas utilizadas no Brasil - com exceção da Janssen, que é de dose única - necessitam de duas doses para imunização completa. Só assim é possível atingir a máxima proteção contra o novo coronavírus, que já matou 569 mil brasileiros.

Ainda, um estudo recente da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) avaliou o efeito das vacinas contra a covid-19 na população brasileira e concluiu que 91,49% das pessoas que morreram pela infecção, entre maio e julho deste ano, não tinham tomado vacina ou não estavam totalmente vacinadas com as duas doses ou dose única.

No começo do mês, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pediu que os brasileiros se imunizem com a segunda dose das vacinas, como forma de proteção efetiva, inclusive contra o avanço da variante delta da covid-19.

“Sistemas de saúde mais consolidados do que o nosso, a exemplo do inglês, não conseguiram conter a propagação comunitária da variante delta. Os Estados Unidos também enfrentam o problema. Nós estamos assistindo, e isso acontece sobretudo com aqueles que não estão vacinados. As nossas vacinas funcionam contra essa variante. Aproveito para lembrar às pessoas que ainda não tomaram a segunda dose que voltem às unidades básicas de saúde. Para ter a proteção, é necessário [tomar] as duas doses”, disse Queiroga.

Confira o intervalo entre doses e a eficácia das vacinas

Coronavac (Sinovac/Butantan)

Intervalo recomendado: 21 dias

A eficácia global da vacina, que é de 62,3%, é alcançada com a soma das duas doses. Em casos graves e moderados, o imunizante se mostrou eficaz entre 83,7% e 100% dos casos.

AstraZeneca (Oxford/Fiocruz)

Intervalo recomendado: 12 semanas

O intervalo recomendado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entre as doses da AstraZeneca é de três meses. Entretanto, alguns estados reduziram este intervalo para 2 meses.

A primeira dose já garante altos níveis de proteção (76%), mas, com a segunda dose, que não pode ser esquecida, a pessoa fica ainda mais protegida (82%). 

Pfizer

Intervalo recomendado: 3 semanas

A própria empresa Pfizer recomenda que o intervalo entre as duas doses seja de 21 dias. No Brasil, a segunda dose é aplicada entre 8 e 12 semanas, mas o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou em 14 de agosto que o intervalo deve ser reduzido para 3 semanas em setembro.

Embora haja proteção parcial após cerca de 12 dias da primeira dose, são necessárias duas doses da vacina para que o potencial máximo de proteção contra a doença seja atingido. A Pfizer tem eficácia global de 95%, medida a partir de 7 dias da segunda dose do esquema vacinal.

Janssen

Vacina de dose única. Demonstrou prevenir a covid-19 após uma única aplicação.

A vacina preveniu a covid-19 em suas formas moderada a grave em 66,1% após 28 dias após a imunização. Sua eficácia de proteção para casos graves é de 85,4%.

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