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Covid-19: entenda o risco do abandono vacinal e saiba por que é tão importante tomar a segunda dose

Em Pernambuco, há 182.544 pessoas que não compareceram aos centros de imunização no tempo estabelecido para concluir o esquema de vacinação contra a covid-19

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 25/07/2021 às 0:33
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HEUDES RÉGIS/SEI
Quem não completa o esquema vacinal contra covid-19 está mais sujeito à infecção, em comparação com as pessoas que tomam as doses estabelecidas - FOTO: HEUDES RÉGIS/SEI
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Em Pernambuco, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), 182.544 pessoas não concluíram o esquema de vacinação contra a covid-19. Desse total, 80.814 receberam só a primeira dose da CoronaVac; outros 101.730 tomaram a aplicação inicial de AstraZeneca e ainda não retornaram para receber a segunda dose no tempo estabelecido. Os dados foram atualizados na sexta-feira (23). Para a gestão estadual, o total de pessoas com atraso na segunda dose da vacina contra covid-19 retrata que os faltosos são uma grande missão na operacionalização da campanha de imunização.

O governo precisa fazer um trabalho com os municípios para que as pessoas com dose em atraso sejam convocadas às unidades de saúde, inclusive fazendo busca ativa. "Nosso maior desafio hoje é garantir essa segunda dose. Cada vez mais fomos avançando, apesar de ser um avanço lento diante do que esperávamos. O maior desafio do PNI (Programa Nacional de Imunizações), no momento, é garantir que todas as pessoas que tomaram a primeira dose recebam a segunda no intervalo estabelecido", diz a superintendente de Imunizações de Pernambuco, Ana Catarina de Melo. Ela acrescenta que foram estabelecidos, nos encontros da Comissão Intergestores Bipartite, um diálogo sobre a importância das estratégias de vacinação, a fim de atrair o público elegível, além de mapear quem são essas pessoas e se elas de fato concluíram o processo de imunização.

Estudos divulgados este mês têm comprovado a importância da vacinação com duas doses. Uma pesquisa do Instituto Pasteur (França) revelou que a proteção em relação à variante delta é de 10% para quem só tomou a primeira dose do imunizante da Pfizer ou da AstraZeneca e de 95% para as pessoas que receberam as duas aplicações. Outro estudo, publicado na revista científica The Lancet, corroborou a segurança da CoronaVac. A pesquisa foi realizada na Turquia antes da detecção da variante delta, e os resultados demonstraram que a CoronaVac mostrou eficácia de 83,5% contra casos da infecção pelo coronavírus para quem tomou as duas doses do imunizante.

"Precisamos que pessoas se vacinem com a primeira e a segunda dose, que completem o esquema vacinal", salienta o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo. Ele destaca que é primordial manter ou reforçar os cuidados contra a covid-19, mesmo quem está com imunização completa. "Para que haja contaminação, só é preciso um descuido. O relaxamento nos cuidados pode gerar subida de casos e proporcionar aumento das internações, com mais perdas de vidas. Cuidado e vacina são mantra para vencermos o vírus e suas eventuais variantes", acrescenta.

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5 razões para finalizar o esquema vacinal - artes jc

 

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