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Covid-19: Pernambuco anuncia data em que começará a aplicar terceira dose; confira

Essa imunização deve ser feita, prioritariamente, com o imunizante da Pfizer

Cinthya Leite
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Cinthya Leite
Publicado em 26/08/2021 às 19:26 | Atualizado em 26/08/2021 às 21:07
MIVA FILHO/SES
Com os dados disponíveis até o momento, não existem evidências que subsidiem ou demandem alterações da bula aprovada, destacadamente quanto à indicação de uso da vacina da Pfizer na população entre 12 e 17 anos - FOTO: MIVA FILHO/SES
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Na noite desta quinta-feira (26), a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES) anunciou que seguirá o calendário do governo federal para iniciar a aplicação da terceira dose da vacina contra covid-19. O tema foi debatido durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB-PE), que reúne o Estado e os municípios pernambucanos. A dose de reforço será inicialmente aplicada em idosos a partir de 70 anos e em pessoas com imunossupressão. Dessa forma, Pernambuco começa a vacinar esse público no dia 15 de setembro.

Segundo o Ministério da Saúde, os indivíduos imunossuprimidos deverão fazer o reforço a partir do 28º dia após a segunda dose. Já os idosos devem fazer seis meses após a segunda. Essa vacinação deve ser feita prioritariamente com o imunizante da Pfizer. De maneira alternativa, também pode ser usada a vacina de vetor viral da Janssen ou da AstraZeneca. O secretário Estadual de Saúde, André Longo, frisou que o Ministério da Saúde enviará insumos específicos para essa estratégia e que a ação é paralela à vacinação de primeira e segunda doses.

O objetivo dessa dose de reforço é ampliar a resposta imune do organismo no público considerado mais suscetível à doença, a fim de evitar complicações decorrentes da infecção e mortes. Estudos têm mostrado que a proteção dada pela vacina pode decair ao longo dos meses, sendo necessário ampliar essa resposta imune. O órgão federal ainda frisa que os imunodeprimidos normalmente apresentam resposta reduzida a diferentes vacinas disponíveis no calendário vacinal brasileiro. Há, inclusive, esquemas de vacinação adaptados para esse público.

"Com o avanço da vacinação nos maiores de 18 anos e a inclusão dos adolescentes de 12 a 17 anos, estamos agora em um momento epidemiológico que é importante avançar em outras medidas para que a comunidade brasileira seja realmente imunizada e protegida de forma adequada. Foi observado que, para os idosos acima de 70 anos e os imunocomprometidos graves, há uma redução na proteção pós-vacina com o passar do tempo. Isso acontece independentemente da vacina administrada", esclarece o médico Eduardo Jorge da Fonseca Lima, representante regional da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) e membro do Comitê Estadual para Acompanhamento da Vacinação contra a Covid-19.

Ele acrescenta que, com o avançar da variante delta no Brasil, há a preocupação de garantir que esses grupos mais vulneráveis recebam uma dose de reforço para complementar seu esquema vacinal. "Com a continuidade do esquema em toda a população acima de 18 anos, a garantia da segunda dose para todos e a extensão dos adolescentes, essa outra orientação (que é a dose de reforço) irá somar e, assim, será um caminho para controlar a pandemia."

A superintendente de Imunizações da SES, Ana Catarina de Melo, lembrou que, além da terceira dose, ainda é preciso continuar chamando a atenção para a finalização dos esquemas com duas doses. "A gente está preocupado com essa dose de reforço, mas precisamos nos preocupar também com a segunda dose. Atualmente, são mais de 400 mil pessoas com a finalização do esquema vacinal em atraso", diz Ana Catarina. Ele chama a atenção para a necessidade de os municípios precisarem ficar atentos a esse grupo, a fim de que o Estado alcance as metas estabelecidas em cada grupo prioritário e também na população em geral. "Os gestores precisam fazer busca ativa, ir até onde as pessoas estão, para evitarmos bolsões suscetíveis à doença."

Intervalo

O Ministério da Saúde também informou que, a partir de setembro, reduzirá o intervalo entre a primeira e segunda dose das vacinas da Pfizer e AstraZeneca. A partir do próximo mês, esse período será a partir de oito semanas (60 dias), ao invés de 12 semanas (90 dias). O Estado já havia pactuado a possibilidade da segunda dose da AstraZeneca ser feita a partir de 60 dias, a depender de estoque da segunda dose nos municípios.


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