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Reação após tomar a 3ª dose da vacina contra covid-19 é normal? Médico do Imip responde

Especialista explica quais são as reações mais comuns e como aliviá-las

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 15/10/2021 às 12:23
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GEOVANA ALBUQUERQUE/AGÊNCIA SAÚDE DF
A vacina da Pfizer tem um percentual de cerca de 40% de eventos adversos leves, como dor local, mialgia e febre baixa - FOTO: GEOVANA ALBUQUERQUE/AGÊNCIA SAÚDE DF
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A aplicação da terceira dose da vacina contra a covid-19 foi iniciada recentemente, e parte das pessoas que já receberam a dose de reforço tem se queixado de reações adversas. 

Conforme orientação do Ministério da Saúde, para quem tomou qualquer vacina contra a doença no Brasil, o reforço será realizado, preferencialmente, com uma dose da Pfizer/BioNTech.

Leia também: Covid-19: após quatro meses do pico, casos em crianças caem 84% em Pernambuco

O médico do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), Eduardo Jorge da Fonseca Lima, explica quais são as reações mais comuns.

HÉLIA SCHEPPA/SEI
De acordo com Eduardo Jorge, os sintomas levam cerca de dois a três dias para cessar - HÉLIA SCHEPPA/SEI

“A vacina da Pfizer tem um percentual de cerca de 40% de eventos adversos leves, como dor local, mialgia (dores musculares) e febre baixa. Alguns eventos mais raros, como pericardite e miocardite (inflamação do revestimento externo do coração e do músculo cardíaco, respectivamente), também precisam ser monitorados. Além disso, as pessoas que tomaram a vacina devem ter atenção para quadro de dor toráxica aguda cerca de três a quatro dias após a vacinação”, informa Eduardo Jorge, que é representante da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim).

De acordo com o especialista, os sintomas levam cerca de dois a três dias para cessar. “Para aliviar os sintomas, quem recebeu a terceira dose deve fazer compressas frias no local e pode usar analgésicos”, orienta o médico. 

Vale reforçar que as vacinas contra a covid-19 são seguras e protegem. Com as regras sanitárias e o avanço da imunização, há mais chances de evitar casos graves da infecção e óbitos. Com a circulação da variante delta, precisamos reforçar ainda mais a importância da imunização e de finalizar o esquema com as duas doses no tempo preconizado, além de sensibilizar o público-alvo para a dose de reforço. 

HÉLIA SCHEPPA/SEI
De acordo com Eduardo Jorge, os sintomas levam cerca de dois a três dias para cessar - FOTO:HÉLIA SCHEPPA/SEI

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