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Covid-19: após quatro meses do pico, casos em crianças caem 84% em Pernambuco

Dado foi comentando pelo secretário André Longo, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (7)

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 07/10/2021 às 18:54
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Hábitos como lavar as mãos, usar máscaras e álcool gel, além de manter o distanciamento físico, devem continuar fazendo parte da rotina das crianças - FOTO: PIXABAY
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Em paralelo ao avanço da vacinação contra covid-19 dos adultos e da queda no número de casos, a incidência da doença entre as crianças (grupo ainda não imunizado) também tem reduzido em Pernambuco. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (7), o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, informou que, entre crianças de 3 e 11 anos, o pico de casos ocorreu em maio, com aproximadamente 2,1 mil confirmações de quadros leves e graves da infecção. "Desde então, os números estão diminuindo mês a mês. Foram 328 casos no último mês de setembro dos 3 aos 11 anos", disse Longo. 

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Ou seja, após quatro meses do pico da doença entre crianças, a redução de casos nessa faixa etária foi de 84%. Essa diminuição segue a tendência observada no público em geral, em decorrência do avanço da vacinação dos adultos e dos idosos. Com isso, há a diminuição da circulação do coronavírus no Estado, o que é refletido em todas as idades", ressaltou o pediatra Eduardo Jorge da Fonseca Lima, representante regional da Sociedade Brasileira de Imunizações. 

Infelizmente, no Estado, desde o início da pandemia (março de 2020), foram confirmadas 71 mortes por covid-19 de 0 a 9 anos. Além disso, 43 crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos foram a óbito em decorrência de complicações da infecção. Em relação aos casos graves da doença, 801 crianças de 0 a 9 anos evoluíram com condições clínicas que exigiram internamento em Pernambuco. Já entre 10 e 19 anos, foram 419 casos graves. 

"As crianças, nesta pandemia, foram poupadas na maior parte das formas graves. Mas, no Brasil e demais países pobres, entre 0 e 19 anos, a ocorrência de letalidade é 15 vezes maior do que no Reino Unido e nos Estados Unidos", frisou Eduardo Jorge. Na coletiva de imprensa, ele ainda destacou que, na pediatria, a vacinação contra covid-19 é desejada e que, no futuro próximo, será incorporada para crianças. "Aguardamos, para este mês, estudos de fase 3 que responderão se a vacina será segura e eficaz em pediatria. Não tenho dúvida de que esse é um grupo que poderá ser imunizado", finalizou. 

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